O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América (EUA), o republicano Kevin McCarthy, orientou a abertura de um inquérito formal de impeachment contra o presidente do país, o democrata Joe Biden.
O deputado afirmou que uma investigação do Comitê de Supervisão da Câmara encontrou uma “cultura de corrupção” na família de Biden. As acusações dizem respeito a negócios estrangeiros do filho de Biden, Hunter.
Em declaração a jornalistas no Capitólio, McCarthy afirmou que “há alegações de abuso de poder, obstrução e corrupção” e que elas “merecem uma investigação mais aprofundada por parte da Câmara dos Representantes”.
Os republicanos têm investigado o presidente desde que assumiram o controle da Câmara em janeiro. Segundo a Casa Branca, essas investidas não resultaram em nenhuma evidência de irregularidade.
Para que um processo de impeachment seja aberto na Câmara norte-americana, é preciso que a maioria dos 435 congressistas seja a favor – ou seja, 218 deputados. O Partido Republicano de McCarthy controla 222 cadeiras na Casa Baixa.
Porém, mesmo que a Câmara vote a favor do impeachment, o processo irá para o Senado, que é controlado pelo Partido Democrata com uma maioria de 51 a 49. O presidente só será destituído se dois terços do Senado apoiarem a medida.
Ao longo da história do país americano, três presidentes sofreram pedidos de impeachment: Andrew Johnson em 1868, Bill Clinton em 1998 e Donald Trump duas vezes – em 2019 e 2021. Apesar disso, nenhum deles chegou a ser destituído pelo Senado.
As acusações
Os republicanos acusam Joe Biden de lucro indevido enquanto era vice-presidente do país na gestão de Barack Obama, de 2009 a 2017, com os empreendimentos comerciais estrangeiros de seu filho Hunter Biden.
Um ex-parceiro de negócios de Hunter disse em audiência na Câmara que o jovem Biden vendeu a “ilusão” de acesso ao poder enquanto seu pai era vice-presidente, de acordo com uma transcrição divulgada em agosto deste ano.
A Casa Branca tem dito que não há base para uma investigação. “Os republicanos da Câmara estão investigando o presidente há nove meses e não encontraram nenhuma evidência de irregularidade”, escreveu o porta-voz da Casa Branca, Ian Sams, em uma postagem nas redes sociais.



