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Impulsionada por campanhas, vacinação infantil precisa ser prioridade entre os pais

O último ano que o Brasil atingiu a meta de 95% de cobertura vacinal infantil determinada pelo Ministério da Saúde foi em 2015. Em 2022, o percentual de crianças vacinadas foi de 77%.
Edwirgens Dias, influenciadora digital sobre maternidade e mãe da pequena Aurora, de 3 anos, conta que o calendário vacinal da criança é seguido com rigor. (Foto: Acervo pessoal)

O Dia das Crianças está chegando, em 12 de outubro. A data é comumente utilizada para celebrar os pequeninos. Mas antes de partir para a comemoração, você já checou a caderneta de vacinação do seu filho ou da sua filha? 

Em julho deste ano, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) publicou novos dados sobre a vacinação de crianças no mundo, que apontam uma ligeira recuperação em 2022 frente ao declínio acentuado observado nos primeiros anos da pandemia da Covid-19.

No Brasil, 430 mil crianças ficaram sem cobertura vacinal no ano passado, 280 mil a menos do que em 2021, quando eram 710 mil. Isso representa, respectivamente, uma cobertura vacinal de 77% e de 68%.

Apesar da subida de quase 10 pontos percentuais, a cobertura continua distante da meta preconizada pelo Ministério da Saúde, de 95%. O último ano em que o país alcançou esse percentual, com 96%, foi em 2015. Em 2019, já estava em 70%.

Edwirgens Dias, influenciadora digital sobre maternidade e mãe da pequena Aurora, de 3 anos, conta que o calendário vacinal da criança é seguido com rigor. “Acho de extrema importância que todas as vacinas sejam tomadas no tempo correto, que as vacinas estejam sempre em dias, porque assim eu fico mais segura em relação à saúde dela”, diz.

A mãe de primeira viagem comenta sobre algumas posturas negacionistas de alguns pais com as vacinas. Posições contrárias à vacinação se fortaleceram durante o período da pandemia de Covid-19.

“Eu acredito que algumas dessas pessoas que questionam a eficácia das vacinas e a segurança, muitas vezes não buscam se informar e se aprofundar a respeito de como as vacinas são elaboradas, de como elas de fato são necessárias principalmente na infância”, opina Edwirgens.

A ministra da Saúde Nísia Trindade afirmou que o Brasil tem o grande desafio de retomar as altas coberturas vacinais após “o retrocesso que vivemos nos últimos anos”. Segundo ela, atualmente, o Brasil conta com uma cobertura vacinal das mais baixas da sua história desde a criação do Programa Nacional de Imunizações. 

“Já tivemos 95% de cobertura em relação a vacinas como a da poliomielite, e agora não chegamos a 60% de crianças vacinadas. Esse quadro tem que mudar. Para isso, de uma maneira muito clara, temos de combater o negacionismo em relação a essa proteção dada pelas vacinas e às fake news que infelizmente têm sido veiculadas de uma forma irresponsável e criminosa”, afirma.

Campanha de multivacinação nacional no Ceará

Nísia Trindade esteve em Fortaleza na última segunda-feira (2), acompanhada do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), para o lançamento da campanha de multivacinação no Ceará, que segue até 14 de outubro.

O propósito da campanha é mobilizar a população brasileira a atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade. Para isso, todas as vacinas de rotina estarão disponíveis durante as três semanas da multivacinação. Também será intensificada a oferta da vacina para Covid-19.

Edwirgens acredita que políticas como essa são eficazes no combate ao atraso das vacinas não só nas crianças mas também nos jovens. “Algumas pessoas, infelizmente, acabam deixando as vacinas das crianças e dos adolescentes atrasarem, mas quando vem essa chamada do governo, acaba relembrando sobre a importância das vacinas, delas estarem em dia”, afirma.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, destinou mais de R$ 151 milhões a estados e municípios para ampliar o alcance do público-alvo. Foram destinados R$ 5,1 milhões para apoiar as ações nos municípios cearenses. Outros R$ 519 mil para o estado.

Ainda segundo Nísia Trindade, o Ministério, em outubro, também está retomando o Programa Saúde na Escola, com vacinação, educação frente a doenças sexualmente transmissíveis e cultura de paz. Todos os municípios cearenses aderiram ao programa.

Segundo dados do 1º trimestre de 2023, o Ceará apresenta resultados superiores a 80% de cobertura vacinal, tais como BCG (93%), pentavalente (84%); poliomielite (84%), pneumocócica 10 (84%); rotavírus (81%), meningocócica C (81%) e tríplice viral (D1) (89%). Os dados estão disponíveis no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), do Ministério da Saúde.

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