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Emoção marca chegada à Brasília de brasileiros que estavam na Faixa de Gaza

Por Paulo Roberto Maciel
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 4 mins
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Além de 22 cidadãos brasileiros (natos ou naturalizados), há 10 palestinos – três parentes de primeiro grau de brasileiros, e sete portadores do Registro Nacional de Migração (RNM) (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A madrugada desta terça-feira (14) foi marcada por fortes emoções e abraços quando os 32 brasileiros e familiares palestinos resgatados da Faixa de Gaza pousaram em Brasília. Eles faziam parte do grupo que estava previsto para deixar a região de conflitos na Palestina rumo ao Brasil na semana passada. A ação marcou o décimo voo da Operação Voltando em Paz, do governo federal.

Além de 22 cidadãos brasileiros (natos ou naturalizados), há 10 palestinos – três parentes de primeiro grau de brasileiros, e sete portadores do Registro Nacional de Migração (RNM) que devem receber status de refugiados. Dentre eles, estava a jovem Shaed Albanna, que desceu do avião emocionada ao lado da irmã, que segurava a bandeira do Brasil.

Albana conta que morava em São Paulo, mas foi para a Palestina junto com a mãe, que sofria de um câncer avançado, para que esta pudesse ficar mais próxima de seus parentes. Ela presenciou os primeiros bombardeios em Gaza quando saía de casa, pela manhã, para ir à faculdade. Ao retornar ao solo brasileiro, agradeceu pela vida e que agora pode finalmente se sentir em paz.

“Não consigo acreditar que estou aqui. Viva, feliz, emocionada de verdade. Não estamos acreditando que chegamos. Finalmente estamos seguros. É muito bom a gente se sentir seguro. Faz muito tempo que não me sentia assim”, relata a jovem.

Também desceram do avião a esposa e os três filhos de Mohammed Ismil, palestino com cidadania brasileira. Ele havia ido a Gaza no começo do ano, mas conseguiu voltar ao Brasil antes do início dos bombardeios. Há 30 dias ele aguardava para rever sua família que havia permanecido na região. “O importante é que estão vivos e agora vou fazer tudo para eles”, disse o comerciante, em tom de alívio e felicidade.

Ao ser perguntada sobre suas experiências em meio aos conflitos, a filha mais nova de Mohammed, Lin, de 9 anos, afirmou que o pior que consegue se lembrar é de “ver pessoas mortas”. Ela demonstrou alívio por estar junto da família e falou alegre que está “em uma cidade maravilhosa. Só quero ficar no Brasil”.

Recepção e cuidados

Os passageiros desembarcaram a bordo da aeronave VC-2, da Força Aérea Brasileira (FAB), e foram recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja da Silva, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino e o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida.

Em fala à Imprensa, Lula afirmou que o governo brasileiro terá o compromisso de resgatar todos os brasileiros das zonas de conflitos que queiram voltar ao país. Ele ainda ressaltou que as ações da operação Voltando em Paz são vitórias diplomáticas, e que devem ser comemoradas.

“A chegada desse décimo avião aqui no Brasil é o coroamento de um trabalho muito sério que a gente deve a muita gente que trabalha no governo, deve à aeronáutica Brasileira, ao ministro das Relações Exteriores, que fez um trabalho excepcional quando assumiu a presidência do Conselho de Segurança da ONU”, disse o presidente.

Os repatriados ficarão por dois dias em alojamentos da FAB, e posteriormente irão ser direcionados para abrigos em São Paulo, alternando entre casas de amigos e parentes ou alojamentos no interior, Brasília, Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. O grupo também receberá tratamento médico e psicológico, junto de todo o processo de imunização das crianças e adultos.

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, explicou que os repatriados poderão receber benefícios sociais, caso se enquadrem nos requisitos de cada programa. “Aqueles que não têm familiares ficarão numa unidade de acolhimento. Ali, têm direito à habitação, têm direito à alimentação e também acesso a um dos programas, ou o Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada”, afirmou.

Com informações da Agência Brasil

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