A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, defendeu a igualdade de direitos e oportunidades para as pessoas negras em pronunciamento em alusão ao Dia da Consciência Negra, celebrado nesta segunda-feira (20). A data faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, pelas mãos de tropas portuguesas.
Em seu discurso, a irmã da ex-veradora Marielle Franco, assassinada em 2018, também lembrou da diversidade cultural do país e da contribuição histórica dos negros para essa diversidade. Mas, reforçou, “essas diferenças não podem significar desigualdade de oportunidades e direitos”.
Anielle Franco ainda afirmou que dados recentes da desigualdade racial no Brasil comprovam que os negros são mais atingidos pela fome, pela insegurança alimentar e pela violência “como resultante do racismo que persiste em nossa sociedade”.
Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros pretos e pardos, 7,4% são analfabetos, mais que o dobro da população branca, e sete em cada 10 jovens que não completaram o ensino médio estão nessa categoria.
Sobre isso, Anielle acrescenta: “Temos o mesmo direito de viver com dignidade, de ter acesso à educação da creche. Saúde, emprego, salário justo, segurança, moradia digna e alimentação de qualidade. Temos todas e todos o direito de sonhar, de realizar nossos sonhos”.
A ministra lembrou da luta do povo brasileiro e dos movimentos sociais na conquista dos direitos sociais. Também abordou a criação da política de cotas nas universidades e também nos cargos e funções comissionadas no serviço público. Reforçou ainda a lei que equipara injúria racial ao crime de racismo, entre outras medidas.
“Continuaremos a trabalhar em nosso compromisso pela memória e reparação por uma vida digna para o povo brasileiro e pelo desenvolvimento do nosso país. Seguimos juntas e juntos, construindo um Brasil pela igualdade racial. Um Brasil mais justo e mais feliz”.
Com informações da Agência Brasil




