O caso do desastre ambiental em Maceió ganha rumos de resolução com a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado, nesta quarta-feira (13). O colegiado irá investigar as ações da empresa Braskem e será presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) com o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) como vice.
A escolha do relator será feita na próxima terça-feira (19) pelo presidente da CPI. Embora o colegiado tenha sido criado em outubro, suas ações só avançaram devido ao esforço do senador alagoano Renan Calheiros (MDB-AL), que foi autor do requerimento de criação da CPI e tem apoio do comando do Senado.
A CPI terá 120 dias, com possibilidade de prorrogação, mas só começará suas atividades em fevereiro, após o recesso dos parlamentares. Embora promissora, a comissão preocupa o Planalto, já que a Petrobras possui cerca de 35% da Braskem, o que pode respingar negativamente para a oposição.
Quem também se mostra contrário à CPI é o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prevê a iniciativa como “conturbada” para o Congresso. Nesta terça-feira (12), ele se reuniu com políticos alagoanos para discutir a emergência em Maceió em uma reunião que durou quase três horas. De lá saiu a possibilidade de criar uma comissão interna para discutir o caso, que também serviria para prestar assistência para a população afetada.
Na sessão desta quarta (13), houve uma discussão acalorada entre os senadores Renan Calheiros e Rodrigo Cunha (Podemos-AL) pela relatoria da comissão. O senador Otto Alencar (PSD-BA), que presidiu o começo dos trabalhos por ser o membro mais velho do colegiado, atuou para apaziguar os ânimos.
Mesmo com os rumos da investigação conturbados e ainda incertos, Omar Aziz afirma que a CPI não será um “mero faz de conta”. “Nós vamos investigar a fundo. E independente de quem seja o relator, a investigação será profunda para que a gente tenha uma solução para aquela população”, afirmou.




