1.033 animais. Esse é o número expressivo de animais que foram destinados para ambiente natural (soltura), somente em 2023. O dado é da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) que informou dados sobre o período de ações de proteção à fauna silvestre no ano passado.
Em informações compartilhadas no último domingo (07), o órgão informou que entre os animais devolvidos ao seu habitat natural 889 eram aves e 109 eram répteis. Ao todo, foram 33 ações de soltura, entre as quais 27 ocorreram nos diversos ecossistemas do Ceará e 6 ações ocorreram em outros estados, dado que as espécies não possuíam ocorrência natural no nosso estado.
De acordo com a Semace, os animais silvestres apreendidos, resgatados ou entregues voluntariamente não são postos na natureza sem antes serem submetidos ao processo de reabilitação com a finalidade principal de que sejam readaptados à vida na natureza, no habitat.
Os profissionais explicam que o objetivo da ação é inibir a caça e o tráfico de animais silvestres por meio da sensibilização, sempre que possível, e da repressão, quando necessário.
Vale lembrar que o tráfico de animais silvestres é um dos problemas que mais afetam a fauna brasileira. Segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), o tráfico retira anualmente da natureza cerca de 38 milhões de animais silvestres no Brasil.
Com isso, a Semace planeja reforçar suas ações em 2024, fortalecendo a gestão compartilhada do Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS de Fortaleza. Além disso, está prevista a contratação de médicos veterinários e a construção de um Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres no Cariri.



