O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quinta-feira (11) o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, 75 anos, como novo ministro da Justiça e da Segurança Pública. O ex-magistrado assume a pasta no lugar de Flávio Dino, que assumirá cadeira na Suprema Corte. Lula fez o comunicado oficial ao lado dos dois, também acompanhado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
“Eu sempre sonhei que a gente deveria ter na Suprema Corte um ministro com a cabeça política, que tivesse vivenciado a política. Não que o que está lá não tenha. Mas ninguém que está lá tem a experiência política que tem o Flávio Dino. A experiência de deputado, de perder eleição, de ganhar eleição, de ser deputado federal, de ser governador duas vezes e, depois, senador”, disse o presidente.
O nome de Lewandowski para a Justiça é ventilado desde quando Dino foi indicado para a vaga na Corte Suprema, em 27 de novembro. De acordo com Lula, o ex-presidente do STF começará no comando do Ministério em 1º de fevereiro. Até lá, Dino seguirá à frente da pasta. Ele toma posse na Corte em 22 de fevereiro.
Segundo o presidente Lula, Lewandowski terá liberdade para montar o Ministério, mas afirmou que dará o aval final para as novas nomeações. “Qualquer ministro meu é indicado, eu indico por uma relação de confiança, eu digo ‘monta seu governo, quando você estiver com o governo montado, você me procure que eu vou ver se tenho coisas contrárias a alguém ou tenho alguma indicação para fazer. Normalmente, tenho por hábito cultural não indicar ninguém em nenhum ministério, eu quero que as pessoas montem o time com que vão jogar”, disse o presidente. “[Em 1º de fevereiro] ele já vai ter uma equipe montada, vai conversar comigo e ainda vamos discutir quem fica, quem sai, quem entra, quais são as novidades”, acrescentou.
Mesmo antes da oficialização, o secretário executivo adjunto do Ministério da Justiça, Diego Galdino, teve sua exoneração publicada no Diário Oficial da União. Já o secretário executivo da pasta, Ricardo Capelli, afirmou, em publicação nas redes sociais, que não pediu demissão. “Vou sair de férias com a minha família e voltar para colaborar com a transição no Ministério da Justiça e Segurança Pública. União e reconstrução”, escreveu.




