Com síndrome de pessoa rígida, Celine Dion fez uma aparição surpresa no Grammy 2024, na noite deste domingo (4). A artista subiu ao palco para anunciar o prêmio de melhor álbum do ano, ganhado por Taylor Swift com o”Midnights”.
Em 2022 a cantora revelou o diagnóstico de síndrome de stiff person, na tradução literal síndrome de pessoa rígida. A síndrome neurológica rara afeta os músculos do tronco, braços e pernas e se caracteriza por uma rigidez muscular e espasmos dolorosos.
A irmã da cantora, no fim do ano passado, afirmou que a cantora tinha perdido o controle dos músculos.
Celine Dion subiu ao palco ao som de “The power of Love”, foi ovacionada pelo público e aplaudida de pé.
“Quando eu digo que estou feliz de estar aqui, é do fundo do meu coração. Aqueles que foram abençoados para estar aqui no Grammy nunca devem subestimar o tremendo amor e alegria que a música traz às nossas vidas e às pessoas de todo o mundo”, afirmou.
A cantora fez poucas aparições desde o diagnóstico da síndrome, cancelou e adiou shows e deve lançar um documentário sobre sua vida chamado “ I am: celine Dion”
O que é a síndrome
Considerada uma doença rara do sistema nervoso, a síndrome de stiff-person, ou síndrome da pessoa rígida (SPR), não tem cura.
“A síndrome da pessoa rígida é uma síndrome neurológica rara, imunomediada e caracteriza-se por uma rigidez muscular, que afeta os músculos do tronco, dos braços e pernas. Ocasionalmente, essa síndrome pode ser restrita só a uma perna”, explicou Alex Baeta, neurologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo em entrevista ao portal G1.
Baeta ressalta que os principais sintomas da síndrome são rigidez dos músculos e espasmos musculares.
Segundo o Instituto Nacional de Saúde (NIH – National Institute of Health), agência governamental do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, posturas anormais, a síndrome afeta duas vezes mais mulheres do que homens e, na maioria das vezes, está associada a outras doenças autoimunes, como diabetes, vitiligo, anemia, tireoidite.
“Os cientistas ainda não entendem o que causa o SPR, mas pesquisas indicam que é o resultado de uma resposta autoimune que deu errado no cérebro e na medula espinhal”, esclarece o NIH.
O tratamento é individualizado, depende de cada paciente. Os medicamentos ajudam a controlar e melhorar os sintomas da síndrome da pessoa rígida, mas não curam o distúrbio.



