O Ceará fechou o ano passado com uma queda expressiva na taxa média de desemprego, cerca de 8,5%. A porcentagem é a menor desde 2014 e registra uma retração de 0,9% se comparada a 2022. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o novo resultado, o Estado se mostra promissor na recuperação de postos de trabalho na era pós-pandemia e se destaca também em relação ao período anterior a 2020. Contudo, apesar da reabilitação frente aos últimos anos, a taxa de desocupação ainda se encontra 1,4% acima do menor nível da série, apresentado em 2014 (7,1%).
A pesquisa do IBGE também informa que 990 mil pessoas trabalham no Ceará com carteira assinada, já autônomos somam 756 mil. Já os desocupados apresentaram queda e se concentram em cerca de 351 mil pessoas. A informalidade no mercado de trabalho cearense alcançou 53%. O ano de 2023 fechou com o valor médio anual do rendimento real habitual estimado em R$ 1.926, ou seja, 3% maior do que o verificado em 2022.
“A queda da taxa de desocupação ocorreu fundamentalmente por uma expansão significativa da população ocupada, ou seja, do número de pessoas trabalhando, chegando ao recorde da série, iniciada em 2012”, explica a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.
O Estado está entre as unidades da federação que apresentaram quedas expressivas nas suas taxas de desocupação. Junto do Ceará estão o Acre (-4,9%), o Maranhão (-3,5%) e o Rio de Janeiro e Amazonas (ambos -3,2 %). No Brasil, a mesma taxa foi de 7,8% em 2023, o que representa uma queda de 1,8 ponto percentual (p.p.) se comparado ao ano retrasado (9,6%).
A população ocupada do país chegou ao maior patamar da série histórica, iniciada em 2012, ao atingir 100,7 milhões de pessoas em 2023. Esse número representa um crescimento de 3,8% na comparação com o ano anterior.




