A operação de combate ao Aedes aegypti, intitulada Operação Fronteiras, passará até sexta-feira (01/03) por seis bairros de Fortaleza, nas áreas limítrofes com Maracanaú: Siqueira, Canindezinho, Parque Presidente Vargas, Aracapé, Planalto Ayrton Senna e José Walter. Ao todo serão beneficiados 21 mil fortalezenses, com a visita de 175 quarteirões e a vistoria de 10.512 imóveis.
A estratégia visa combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, intensificando as ações de controle e incentivando a população a adotar medidas que evitem a proliferação dessas doenças.
Galeno Taumaturgo, secretário da Saúde de Fortaleza, detalha a importância da ação em parceria com a Prefeitura de Maracanaú. “Essa fronteira do município sempre foi uma área muito sensível. Então a parceria vem sanar essa dificuldade que se tinha há alguns anos de atribuir de quem era a responsabilidade”, declara. De acordo com a Prefeitura de Fortaleza, a atuação deverá acontecer posteriormente também nas fronteiras com o município de Caucaia.
Alerta local
Antônio dos Santos (foto), de 58 anos, teve chikungunya recentemente e sofreu com as dores que a doença causa. Ao receber a visita dos agentes, foi encontrado um novo foco do mosquito no seu quintal. “Eu cobri o vaso com plástico, mas estava furado. Agora vou ficar ligado, mais vigilante, porque essa doença é muito séria. Deixa a pessoa enfraquecida, com dor nas juntas, falta de apetite, é muito ruim. A chuva começou agora, se não tiver cuidado pode aumentar ainda mais”, contou ele.
De acordo com o Boletim Epidemiológico de Fortaleza mais recente, em 2024, foram notificados 427 casos suspeitos de dengue. Desses, 6,3% (27) foram confirmados, 39,8% (170) descartados e 53,9% (230) ainda estão sob investigação, caracterizando um cenário de baixas confirmações dessa doença na Capital.
Casos nacionais
O cenário nacional, no entanto, é preocupante. É o que explica Nélio Morais, coordenador da Vigilância em Saúde de Fortaleza (Covis). Segundo ele, normalmente os casos de dengue começam a aumentar a partir de março, indo até o mês de junho ou julho. “Quando esse número extrapola, ele gera uma epidemia. Nós temos que estar atentos, porque o Brasil enfrenta a sua maior crise na história de transmissão da dengue, especialmente no sudeste e centro-oeste”, afirma.
O gerente de endemias de Maracanaú, Herberth Girão, também comenta sobre a situação epidemiológica no seu município: “Já temos vários casos notificados de arboviroses em Maracanaú, com um índice de infestação um pouco elevado. Isso já é um alerta para a situação do nosso município, e mostra o quanto essa ação é importante, trazendo mais tranquilidade e segurança para a população”, explica.




