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SUS passa a ofertar testagem molecular para detectar vírus HPV no Pará

Por Bergson Araujo
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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O Pará tem uma taxa de mortalidade estimada em 7,72 casos para cada 100 mil mulheres (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Sistema Único de Saúde (SUS) já está disponibilizando a testagem molecular para detectar o vírus HPV, no Pará. Segundo o Ministério da Saúde, o método é considerado como padrão ouro para detecção do câncer de colo de útero, pois a tecnologia possibilita diagnóstico rápido e preciso da doença, considerada a quarta causa de óbitos entre mulheres.

Estima-se que, no Pará, cerca de 830 mulheres sejam diagnosticadas com câncer de colo do útero. Apesar de ser uma doença que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e é a quarta causa de óbito pela doença em mulheres — principalmente negras, pobres e com baixos níveis de educação formal. 

No Norte do país, por exemplo, é a principal causa de óbito entre as mulheres. O Pará tem uma taxa de mortalidade estimada em 7,72 casos para cada 100 mil mulheres, de acordo com o Ministério.

Atualmente, a forma tradicional de rastreio, por meio do exame papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem é recomendada a cada cinco anos. A expectativa do governo é que a mudança possa trazer melhor adesão e facilitar o acesso ao exame.

A doença tem causa conhecida: a infecção resistente por algum tipo de HPV, infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Mas, embora sejam ofertadas alternativas para prevenção – tanto por meio da vacinação contra HPV, do uso de preservativos nas relações sexuais e da realização do rastreio para diagnóstico precoce — a doença segue como uma das principais causas de morte de mulheres em idade fértil por câncer no Brasil.

A testagem molecular é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e integra as estratégias para eliminação do câncer do câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030. A incorporação dessa tecnologia foi avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a já ofertada no SUS.

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