O presidente e o vice-presidente de uma torcida organizada do Sport foram presos por suspeita de envolvimento no ataque ao ônibus do Fortaleza, em fevereiro. A prisão ocorreu em Recife, Pernambuco, nesta quarta-feira (3). Na ocasião, detratores jogaram pedras e deixaram seis jogadores do clube cearense feridos quando o veículo do time passava pelo Curado, na Zona Oeste da capital pernambucana.
As prisões foram confirmadas pelo secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, ao Globo Esporte. “Tivemos uma primeira fase da operação com cumprimento de quatro mandatos de prisão, três em um primeiro momento e o quarto no segundo”, afirmou o secretário.
A Secretaria de Defesa Social do estado ainda não se pronunciou oficialmente sobre as prisões, que ocorreram na sede da torcida organizada “Jovem do Leão”, no bairro da Boa Vista. Alessandro também explicou ao G1 que a ação foi deferida pela Justiça de Pernambuco, após a análise de provas coletadas na época do ataque.
“A gente não pode dar detalhes no momento, porque são desdobramentos de uma investigação. Estamos aprofundando para que todos os responsáveis sejam responsabilizados e cada conduta será informada em coletiva , assim que a investigação for concluída”, declarou o secretário.
Relembre o caso
Na madrugada de 22 de fevereiro, na saída da Arena Pernambuco, após partida pela Copa do Nordeste, a delegação do Leão do Pici foi atacada por um grupo de torcedores do clube pernambucano que arremessou pedras, rojões e bombas caseiras contra o ônibus dos atletas.
Seis jogadores foram atingidos: dois com mais gravidade, sendo o goleiro João Ricardo (corte no supercílio) e o lateral-esquerdo, Gonzalo Escobar (pancada na cabeça, um corte na boca e no supercílio).




