Após ameaças do bilionário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a conduta do norte-americano seja investigada em inquérito. A decisão foi tomada neste domingo (7), após um fim de semana de críticas registradas pelo presidente da Tesla e SpaceX contra o judiciário brasileiro.
No último sábado (6), Elon Musk determinou que as restrições de conteúdo fossem retiradas dos servidores brasileiros da plataforma. Embora ainda não tenha cumprido com suas ameaças, o bilionário publicou ataques contra Alexandre e até chegou a sugerir impeachment do ministro. “Esse ministro tem traído repetida e descaradamente a Constituição e o povo do Brasil. Ele deve renunciar ou sofrer impeachment”, declarou.
No domingo, o bilionário postou uma foto de Moraes e disse que ele é o “Darth Vader” do Brasil, em referência ao vilão da franquia cinematográfica Star Wars. Ele também publicou um retaliação contra o ministro com a frase “Por que você está exigindo tanta censura no Brasil?”.
O resultado das declarações de Musk foi a sua inclusão no Inquérito das Milícias Digitais, chefiado pelo próprio Moraes. O ministro ordena que a rede social não descumpra nenhuma medida prevista pela Justiça, e que, caso haja descumprimento, uma multa de R$ 100 mil seria aplicada a cada perfil que ele reativar irregularmente.
Vale lembrar que contas do antigo Twitter foram suspensas após descumprimentos de medidas sobre proteção digital e discurso de ódio. As ações de Musk contra as restrições impostas pelo judiciário brasileiro beneficiam perfis suspensos de Luciano Hang, dono da Havan; Allan dos Santos, blogueiro; Daniel Silveira, ex-deputado cassado; Monark, youtuber; e Oswaldo Eustáquio, também blogueiro.
Para Moraes, o X e Musk afrontam a soberania do Brasil. “A flagrante conduta de obstrução à Justiça brasileira, a incitação ao crime, a ameaça pública de desobediência às ordens judiciais e de futura ausência de cooperação da plataforma são fatos que desrespeitam a soberania do Brasil e reforçam a conexão da dolosa instrumentalização criminosas das atividades do ex-Twitter, atual X”, declarou o ministro através das redes sociais.



