Tutores e organizações não governamentais (ONGs) em defesa dos animais realizaram protestos para prestar homenagens e cobrar por justiça no caso do cachorro Joca, morto durante um voo. A mobilização ocorreu em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Várzea Grande, Campo Grande, Florianópolis, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Bahia e Santa Catarina. Em Fortaleza um ato está marcado para dia 1º de maio no Aeroporto Internacional Pinto Martins.
Na capital cearense, o grupo Golden Retriever Fortaleza é responsável pela convocação do ato, que deverá ocorrer a partir das 16h.
“Dia 1º/5/2024 estaremos reforçando nossa indignação e solidariedade com a família do Joca. Por Joca e por todos nós. Todos os tutores independentes da raça estão convidados. Eles não são carga, são o amor da vida de alguém”, diz o chamado organizado pelo grupo Golden Retriever Fortaleza.
Onda de protestos
O cão Joca, que deveria ter sido enviado para uma cidade no Mato Grosso, foi enviado dentro do bagageiro para Fortaleza, pela Gol. Em Brasília o ato aconteceu em frente ao guichê da empresa de aviação.
A maioria dos pets nos protestos era da mesma raça do cão Joca, Golden Retriever. Os donos levaram cartazes e gritaram por “justiça” na área interna dos terminais. As reivindicações são por condições mais confortável de transporte e que os animais deixem de ser tratados como carga.
Protestos semelhantes aconteceram em diversas cidades, no sábado, 27, no Aeroporto Afonso Penna, em Curitiba. E no domingo, os atos ocorreram no Aeroporto Santos Dummont, no Rio de Janeiro, no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, outro no Aeroporto de Campo Grande, no Aeroporto de Florianópolis, Aeroportos de Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Bahia e Santa Catarina.
Em São Paulo, os atos aconteceram em dois aeroportos, Guarulhos e de Congonhas. O engenheiro João Fantazzini Júnior, tutor de Joca, e sua família estiveram presentes no ato e agradeceram o apoio das pessoas.
Fantazzini, discursou em um megafone, afirmou que espera que uma lei no Congresso Nacional normatize condições mais favoráveis de transporte de animais em todas as regiões do país.
“Precisou morrer um pra que isso acontecesse [protestos]. Por isso, tenho muita gratidão por todos que estão aqui e abraçaram essa causa comigo. Precisa ser mudado sim [as regras aéreas]. A única coisa que eu quero é que uma lei venha e que ela mude tudo isso. Porque não é justo. Eles [pets] são nossos filhos”, declarou ao portal G1.
Caso Cão Joca
O Golden Retriever, de nome Joca, de 4 anos, deveria ser levado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) para Sinop (MT), município a 500km da capital do Mato Grosso, Cuiabá , onde seu tutor o aguardava, mas acabou indo parar em Fortaleza, a 2.750km de distância do seu destino final.
Após ser constatado o erro da companhia aérea, o animal retornou a Guarulhos mas já chegou sem vida no aeroporto de São Paulo.
A família acusa a Gol de negligência e diz que a companhia deixou Joca dentro do canil, na pista, sob o sol. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marcia Martin, mãe de João Fantazzini, tutor do animal, diz que a empresa não chamou nenhum veterinário para avaliar o cão.
“Olha aqui, cachorro do meu filho, saiu para ir para Sinop, um irresponsável enviou ele para Fortaleza, não contente, mandaram de volta sem nenhuma avaliação de um veterinário, o cachorro está aqui dentro, morto. Eles mataram um Golden de 4 anos.”



