Durante o fim de semana após o início das chuvas que deixaram um rastro de destruição no Rio Grande do Sul, entidades ligadas ao governo federal prometeram medidas de apoio para os moradores afetados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (5), em visita ao Estado, que prestará apoio para a reconstrução das rodovias destruídas.
“Eu sei que o estado tem uma situação financeira difícil, sei que tem muitas estradas com problema. Quero dizer que o governo federal através do Ministério dos Transporte vai ajudar vocês a recuperarem as estradas estaduais”, afirmou Lula em pronunciamento após sobrevoar a região metropolitana de Porto Alegre.
O chefe do Executivo foi acompanhado do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL); do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); e do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Não haverá impedimento da burocracia para que a gente recupere a grandeza deste estado”, destacou Lula, que também pediu que as autoridades públicas, de agora em diante, atuem de maneira preventiva para reduzir o impacto de eventos climáticos extremos.
Uma reunião foi realizada neste domingo com entidades do governo federal e membros do governo estadual, comandado por Eduardo Leite (PSDB). A principal pauta foram as estratégias para garantir a reconstrução das áreas devastadas pelas enchentes, situação que o governador classificou como “a maior catástrofe climática da história do RS”.
“Estamos acompanhando o impacto nas cadeias produtivas, porque os animais não chegam, o frigorífico foi também atingido, colapsado. Isso atinge a vida dos trabalhadores naturalmente, mas tem uma questão de abastecimento também. Então, ações vão ter que ser empreendidas nessa área”, ressaltou o chefe do Executivo estadual.
Congresso Nacional
Em pronunciamentos após o encontro, Lira e Pacheco afirmaram que vão trabalhar para que o Congresso Nacional elabore um pacote de ações para reduzir a burocracia e ampliar o socorro financeiro ao estado.
“Temos a responsabilidade de discutir, nesta semana, um rumo para que a gente elabore uma medida totalmente extraordinária”, disse Lira. O presidente da Câmara informou ter convocado para esta segunda-feira (6) uma reunião do colégio de líderes da Casa para discutir o que pode ser feito.
“Não há limitações, não há restrições legais de tempos comuns. Há a necessidade de retirar da prateleira e da mesa a burocracia, as travas e as limitações para que nada falte ao Rio Grande do Sul para a sua reconstrução”, destacou Pacheco.
O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, também prometeu que a Corte trabalhará para criar um regime jurídico “especial e transitório” para o Rio Grande do Sul.
“Aqui estamos para manifestar, mais do que a nossa solidariedade, aqui estamos juntos, o Judiciário está junto com os demais Poderes da República e estará junto especialmente na perspectiva da adoção de uma regime jurídico especial emergencial e transitório para a catástrofe ambiental no Rio Grande do Sul”, disse o ministro
Apoio do Ceará
Na manhã do sábado (4), o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), anunciou que enviará ao Rio Grande do Sul equipes e equipamentos para ajudar nos esforços de buscas e salvamentos de possíveis vítimas.
Segundo boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, contabiliza-se 8.296 pessoas em abrigos; 24.666 desalojados; 74 feridos; 67 desaparecidos; e 56 óbitos. Os dados são divulgados diariamente às 9h, 12h, 18h.
“Nosso Corpo de Bombeiros irá com efetivo de 12 profissionais, entre mergulhadores, guarda-vidas e especialistas em salvamento em escombros. Também estamos enviando dois cães para auxiliar nas buscas, além de duas embarcações, três viaturas e outros equipamentos de salvamento”, publicou Elmano nas redes sociais.
De acordo com dados da Defesa Civil do RS, publicados na noite deste domingo, subiu para 78 o número de mortos pelas grandes chuvas no estado. Além dos óbitos, o estado contabiliza 175 feridos e outras quatro mortes são investigadas. Ao todo, 844.673 pessoas foram afetadas pelas tempestades em território gaúcho, sendo que 115.844 estão desalojadas e 18.487 estão em abrigos.
Com informações da Agência Brasil e do Governo do Estado do Ceará



