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No Ceará, presidente do BNDES lança programa de investimentos para agricultores

Por Maria Eduarda Pessoa
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 3 mins
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Segundo o BNDES, o projeto vai beneficiar mais de 60 mil famílias do semiárido cearense. Foto: Reprodução/Alece

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta quarta-feira (15) o programa “Sertão Vivo, Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais no Nordeste”. Ao lado do governador Elmano de Freitas (PT), Aloizio Mercadante anunciou R$ 251,6 milhões para o Ceará, investidos em 72 municípios do estado.

A iniciativa é fruto de uma parceria o BNDES e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) da Organização das Nações Unidas (ONU), com investimento total de R$ 1,8 bilhão. No Ceará, segundo o BNDES, o projeto vai beneficiar mais de 60 mil famílias do semiárido cearense.

A ação é organizada em três componentes: financiamento de sistemas produtivos resilientes ao clima (CRPS); financiamento de acesso à água para produção; e gestão do conhecimento e ampliação de escala.

“Nós fomos passo a passo avançando com tecnologia de produção, com tecnologia de organização, pois é muito importante os movimentos sociais que aqui estão, o que a ASA realizou com cisternas de primeira água, depois cisternas de segunda água, para a gente aprender a viver e conviver com as nossas supostas dificuldades, porque a dificuldade que o sol nos traz, vai também nos trazer limpeza com a produção de energia solar pelo sertão do Ceará”, declarou o governador Elmano de Freitas.

Já o presidente do BNDES, que acompanha de perto as enchentes que atingem o estado do Rio Grande do Sul, colocou em pauta a crise climática no contexto da iniciativa. “Com o extremo climático, com a crise climática, os desafios são maiores ainda para o povo do sertão, no semiárido do Nordeste. Ao mesmo tempo que eles são aqueles que aprenderam a conviver na adversidade do clima, e interessa ao mundo entender como é que se faz isso, porque outros países vão viver, os extremos climáticos estão se acentuando”, destacou Mercadante.

“Então nós temos o desafio gigantesco de reconstruir, mas também de nos preparar e nos adaptarmos aos extremos climáticos. Então o semiárido tem regiões que estão ficando áridas, estão ficando desertas. Nós precisamos nos antecipar e dar recursos hídricos, os sertanejos sabem lidar com os recursos hídricos, sabem poupar água”, acrescentou.

Lançado em outubro do ano passado pelo Governo Federal, o Sertão Vivo tem o objetivo de reduzir a mudança climática, fortalecer a agricultura familiar, aumentar a produtividade e combater a fome no Nordeste.

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