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Policiais do Marajó, no Pará, utilizam búfalos para reforçar segurança pública da cidade

O policiamento com uso de búfalos existe há mais de três décadas
O policiamento com uso de búfalos existe há mais de três décadas. (Foto: Divulgação/ASCOM)

Reconhecido como patrimônio histórico-cultural de natureza imaterial do Estado do Pará, em março deste ano, o policiamento com búfalos feito pela Polícia Militar, além de chamar a atenção de outras regiões do país, “potencializa as ações de segurança na Ilha do Marajó, reforça a cultura e o turismo na região”, afirma o governo estadual.

“Foi muito louvável o reconhecimento dessa modalidade, que faz parte da nossa identidade marajoara. O policiamento montado chama a atenção não só de turistas, mas até dos próprios moradores da região”, afirma Rosicleia Lima, moradora do município de Soure, à Agência Pará.

O policiamento com uso de búfalos existe há mais de três décadas, mas foi oficializado em 2021 pelo 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM), localizado em Soure, que tem um efetivo de aproximadamente 200 policiais. 

É o único Batalhão no mundo que adota esse tipo de policiamento. Com sete búfalos, o BPM tem 10 policiais exclusivos para esse policiamento, mas quase todos os militares sabem montar o animal, já que 80% são nascidos no arquipélago.

“É um policiamento totalmente adaptado às condições geográficas da região do Marajó Oriental. Uma região que, na época do inverno, são meios de deslocamento do policial até áreas de difícil acesso”, explica a tenente-coronel Christine Pinheiro, comandante do 8º BPM.

De quinta-feira a domingo, os militares vão com os animais até o porto de Soure receber turistas de outros estados do Brasil e de diversos países, que procuram o Marajó também para ver de perto o policiamento inusitado e registrar com selfies esses momentos ao lado do animal, de origem asiática.

Búfalos 

Na região há quatro raças de búfalos: Jafarabadi, Murrah, Mediterrâneo e Carabao. O animal, que costuma pesar, em média, 590 quilos, consegue se locomover em terrenos e áreas alagadas, devido à força e tração das patas.

Segundo o governo do estado, os animais são treinados em áreas alagadas pelos policiais nativos. Quando o búfalo chega à fase adulta, e alcança um bom desempenho nos treinos, se torna apto às ações com os policiais militares. Após o policiamento, os animais são levados para um sítio próximo ao Batalhão, onde descansam e se alimentam, podendo ficar imersos em áreas alagadas para resfriar o corpo.

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