O número de mortes decorrentes das enchentes no Rio Grande do Sul subiram para 162, de acordo com o novo boletim da Defesa Civil Estadual. O levantamento ainda aponta que 75 pessoas ainda estão desaparecidas, devido a essa que é considerada a pior crise climática da história do Estado.
Os dados divulgados nesta quarta-feira (22) também contabilizam que 581 mil pessoas estão desabrigadas e 68.345 se encontram em abrigos provisórios oferecidos pelo governo estadual. Dos 497 municípios gaúchos, 467 sofreram algum tipo de impacto causado pelas chuvas. São mais de 2,342 milhões de pessoas afetadas pela tragédia climática.
Além do boletim emitido pela Defesa Civil, a preocupação sobre o estado também recai sobre a previsão do tempo para os próximos dias. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inemt), o Rio Grande do Sul deve passar por fortes chuvas a partir desta quinta-feira (23), vindas de uma massa de ar fria de origem polar.
O instituto também aponta que as temperaturas mínimas no final de semana podem ficar perto ou até mesmo abaixo de zero nas partes altas das Serras do Sul e também na região da campanha gaúcha. Em Porto Alegre, capital gaúcha, as mínimas ficam abaixo dos 10°C a partir da sexta-feira (24) e decorrer do final de semana, também com sensação térmica baixa.
As chuvas vão provocar o aumento no nível de rios e arroios, em especial o Canal de São Gonçalo, que banha a cidade de Pelotas e já se encontra em nível acima da cota de inundação. As cidades de São Lourenço do Sul, Pelotas, Arambaré, Rio Grande e São José do Norte estão em estado de alerta.




