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Sinal de rádio vindo do espaço foge dos padrões científicos e intriga astrônomos

Por Paulo Roberto Maciel
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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O ASKAP J1935+2148, sinal transiente de rádio captado pelos cientistas, se difere de outras frequências (Foto: Nasa)

Nesta semana, um evento curioso chamou a atenção da comunidade científica mundial. Astrônomos detectaram uma estranha frequência de rádio vinda de estrelas distantes no espaço que, diferente de outros sinais captados anteriormente, tem fugido dos padrões traçados por pesquisadores do ramo. As informações foram publicadas na revista Nature Astronomy, nesta última quinta-feira (6).

O ASKAP J1935+2148, sinal transiente de rádio captado pelos cientistas, se difere de outras frequências por possuir uma duração mais longa, cerca de uma hora. Ele também emite flashes longos e brilhantes, às vezes pulsos rápidos e fracos e, às vezes, nada. Esse padrão é bem diferente do que normalmente é observado por especialistas, que ainda não chegaram a uma conclusão clara do que torna esse sinal tão diferente.

Pertencente à classe relativamente nova de transientes de rádio de longo período, apenas dois outros como o ASKAP já foram encontrados, mas seu período de 53,8 minutos é, de longe, o mais longo. Porém, além do período de frequência, este pulso ainda passa por outros três estados de comportamento.

No primeiro estado, é possível observar pulsos brilhantes e polarizados linearmente por cerca de 10 a 50 segundos, ao invés de circularmente, como o padrão. No segundo estado, há pulsos muito mais fracos, polarizados já de forma circular, com duração de apenas 370 milissegundos. O terceiro estado é um estado silencioso ou extinto, sem nenhum pulso.

“Padrões semelhantes foram observados em estrelas de nêutrons, mas nossa compreensão atual das estrelas de nêutrons sugere que elas não deveriam ser capazes de ter um período tão longo”, explica o pesquisador Emil Lenc à Nature Astronomy.

Os cientistas ainda não encontraram uma explicação plausível que explique como esse sinal pode ser tão único. Porém, eles afirmam ter muita sorte de avistar o ASKAP J1935+2148. É bem provável que existam muitos outros objetos como esse em outras partes da nossa galáxia, esperando para serem descobertos.

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