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Lula defende fim da greve na educação federal: ‘Não há razão para durar o que está durando’

As reivindicações dos docentes, categoria que mais tem se movimentado para encontrar uma solução com o governo, se baseia na sua recuperação salarial
A líder sindical ainda argumenta que a proposta apresentada às mesas de negociação procuram parcelar o pagamento do reajuste em três anos (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mostrou a favor do término da greve dos professores e servidores técnico-administrativos das universidades federais. De acordo com o chefe do Executivo, “não há muita razão para essa greve durar o que está durando” – 60 dias para os docentes e 90 para os servidores.

A declaração de Lula foi feita nesta segunda-feira (10), no evento que anunciou R$ 5,5 bilhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as universidades. A ocasião também contou com a participação dos reitores das instituições federais.

“A greve, ela tem um tempo para começar e um tempo para terminar. A única coisa que não pode acontecer é que ela termine por inanição, porque as pessoas ficam desmoralizadas”, reforçou o presidente.

As reivindicações dos docentes, categoria que mais tem se movimentado para encontrar uma solução com o governo, se baseia na recuperação salarial e em um maior plano de carreira. De acordo com a professora Irenísia Oliveira, presidente do Sindicato dos Professores da Universidade Federal do Ceará (ADUFC), desde 2010 os docentes possuem uma perda de 39,92% na sua folha de pagamento, que se mantém sem reajuste desde 2007.

A líder sindical ainda argumenta que a proposta apresentada às mesas de negociação procuram parcelar o pagamento do reajuste em três anos – 3,69% ainda neste ano, 9% em 2025 e 5,16% em 2026, mas que são vistas pelo governo como “tudo ou nada”.

“Como é que nós vamos dialogar com um governo que desqualifica as representações dos trabalhadores, que mente dizendo que nós só queremos tudo quando na verdade o que está sendo imposto para nós é nada em 2024. É muito decepcionante”, afirma Irenísia.

Proposta irrecusável

Ainda no evento desta segunda (10), Lula defendeu que os sindicatos dos professores encerrem as paralisações, e chamou a atenção às propostas apresentadas pelo Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

“Eu só queria que levassem em conta o seguinte: o montante de recursos que a companheira Esther (Dweck, ministra da Gestão) colocou à disposição não é um montante recusável. Porque, senão, nós vamos falar de universidades e Institutos Federais, e os alunos esperam voltar para a sala de aula”, pontuou o presidente.

O governo apresentou às duas categorias uma proposta de reajuste em 2025 e 2026 com impacto total no orçamento de R$ 10 bilhões.

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