O presidente Lula (PT) deve ir ao Maranhão, nesta sexta-feira (21), para anunciar uma série de investimentos nos setores portuário, elétrico, esportivo e da mobilidade. Eventos similares contam com a participação de ministros e políticos do estado em questão. Do Maranhão há o ministro de Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), que foi indiciado por suposto desvio de emendas parlamentares.
O encontro está marcado para esta tarde O principal anúncio de Lula da cerimônia deve ser o da implantação do corredor de transporte público na Avenida Litorânea e do polo receptor de energias renováveis de Graça Aranha.
A Litorânea é uma via estratégica para a mobilidade urbana da capital maranhense, que proporciona um eixo de transporte público que serve como alternativa às rotas congestionadas do centro. Serão investidos R$ 237 milhões nesta expansão.
Na cerimônia ainda serão anunciadas a ordem de serviço para a expansão do Berço 98 (área especializada em granéis sólidos vegetais) e a renovação do contrato de delegação do Porto do Itaqui — principal porto do Corredor Centro-Norte do país — por mais 25 anos.
Sobre o indiciamento do ministro
A Polícia Federal concluiu, no início deste mês, que o ministro integra uma organização criminosa e cometeu o crime de corrupção passiva relacionado a desvios de recursos de obras de pavimentação custeadas com dinheiro público da estatal federal Codevasf.
Juscelino Filho foi indiciado sob suspeita dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Procurado pela reportagem, o ministro ainda não se manifestou.
As suspeitas envolvem irregularidades em obras executadas em Vitorino Freire (MA), cidade governada por Luanna Rezende, irmã do ministro, e bancadas por emendas parlamentares indicadas pelo ministro de Lula, no período em que ele atuava como deputado federal.
Um dos elementos utilizados pela PF é um relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) sobre uma das obras ter beneficiado propriedades da família do ministro de Lula.
O relatório final do caso foi enviado para o ministro Flávio Dino, relator do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), segundo o site da corte.
Com informações da Folhapress




