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Pará

PF realiza operações contra garimpos clandestinos em terra indígena no Pará

Por Bergson Araujo
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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Foram colhidas informações sobre os responsáveis, os quais serão investigados e responsabilizados pelos delitos. (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal deflagrou recentemente duas operações contra o garimpo ilegal em terras indigenas no Pará. As operações foram deflagradas na Terra Indígena Kayapó, no município de Ourilândia do Norte. 

A primeira, denominada Operação “Ponto 08”, ocorreu na terça-feira (18), quando Policiais Federais fecharam dois garimpos clandestinos de ouro em área particular que faz divisa com a Terra Indígena. Ninguém foi preso nos garimpos. 

Segundo a PF, no primeiro garimpo uma escavadeira hidráulica e um motor-bomba foram apreendidos. Os trabalhadores evadiram-se para o mato com a chegada da Polícia, mas o responsável já foi identificado e vai responder por crimes de usurpação de bens da União e Crime Ambiental. 

É a segunda vez em menos de 10 meses que a Polícia Federal fecha o mesmo garimpo. A primeira ação ocorreu em setembro do ano passado, quando vários garimpos foram fechados durante a deflagração da Operação “1200.2”.

No segundo garimpo, que era explorado de forma mais rudimentar, vários trabalhadores foram encontrados no local. Foram colhidas informações sobre os responsáveis, os quais serão investigados e responsabilizados pelos delitos.

Segunda operação

Já a segunda operação, denominada de “Sonho Distante 3”, ocorreu no município de São Felix do Xingu, também no Pará, nesta quinta-feira (20). Na ocasião, a Polícia Federal esteve em um garimpo clandestino de ouro e constatou que o garimpo encontrava-se inoperante, mas estava em funcionamento até poucos dias atrás. 

Assim como na primeira,ninguém foi preso na ação, mas duas pessoas foram identificadas como sendo responsáveis pelos crimes e responderão a inquérito policial. 

Foi identificada a participação de uma liderança indígena na atividade criminosa, além do possível fomento da atividade por parte de grandes fazendeiros locais, os quais estariam comprando madeira de lei, cuja extração e comercialização é proibida. 

Caso se confirme tal hipótese durante as investigações, além dos responsáveis já identificados, a liderança indígena e os fazendeiros também poderão ser responsabilizados criminalmente pelos delitos.

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