O laudo da morte do cão Joca, o Golden Retriever de 4 anos que não resistiu após erro do serviço de transporte de animais da empresa aérea Gol, detectou que a causa da morte foi choque cardiogênico, uma ineficiência do coração em bombardear o sangue para os órgãos. A pesquisa foi feita pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo a TV Globo, que teve acesso ao laudo oficial feito a pedido da Polícia Civil, o laudo faz parte do inquérito que investiga o caso e além do choque cardiogênico, ele também aponta alterações cardíacas em Joca.
A veterinária Fátima Martins analisou o laudo a pedido da emissora e afirmou que o choque cardiogênico foi consequência da hipertermia, elevação da temperatura corporal, que o Joca sofreu e, por isso, houve a parada cardiorrespiratória. Segundo ela, a falência cardíaca foi por desidratação.
“O próprio estresse que ele passou já poderia levar a óbito. E o estresse seguido de desidratação com as comorbidades que ele tinha, e vivia muito bem com elas e não era limitante, ele não teria morrido. Ele tinha alterações cardíacas, porém o agravante foi a hipertermia que levou a desidratação e o choque hipovolêmico”, explicou.
Procurado pela TV Globo, o advogado do tutor, Marcello Primo Muccio, acredita que o principal motivo do choque cardiogênico foi o estresse e o calor.
“Até porque ele foi levado de São Paulo a Fortaleza dentro da caixa totalmente solto sem qualquer equipamento de segurança. Esperamos que com a conclusão do laudo que as investigações aponte o responsável pelos maus-tratos sofrido pelo Joca”, apontou o advogado.
Caso Cão Joca
O Golden Retriever, de nome Joca, de 4 anos, deveria ser levado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) para Sinop (MT), município a 500km da capital do Mato Grosso, Cuiabá , onde seu tutor o aguardava, mas acabou indo parar em Fortaleza, a 2.750km de distância do seu destino final.
Após ser constatado o erro da companhia aérea, o animal retornou a Guarulhos mas já chegou sem vida no aeroporto de São Paulo.
A família acusa a Gol de negligência e diz que a companhia deixou Joca dentro do canil, na pista, sob o sol. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marcia Martin, mãe de João Fantazzini, tutor do animal, diz que a empresa não chamou nenhum veterinário para avaliar o cão.
“Olha aqui, cachorro do meu filho, saiu para ir para Sinop, um irresponsável enviou ele para Fortaleza, não contente, mandaram de volta sem nenhuma avaliação de um veterinário, o cachorro está aqui dentro, morto. Eles mataram um Golden de 4 anos.”




