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Medo. Essa é a palavra que perpassa a vida de milhares de pessoas que sofrem ou vivem com algum transtorno ou doença mental. No paciente, esse medo pode ser causado por fatores como o diagnóstico, ou até mesmo pelo receio de ser marginalizado e excluído pela sociedade. No preconceito, o medo se transforma em fobia, mais especificamente em psicofobia. A expressão se refere ao, legalmente caracterizado, crime cometido contra pessoas com problemas psicológicos.
No Brasil, mais de 19 milhões de pessoas vivem com ansiedade e depressão, isso é quase 10% de toda a população do país. Comparado a população de alguns estados, esse número representaria o dobro dos moradores de um estado como o Ceará, que tem cerca de 9 milhões de habitantes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 10% da população mundial sofre com transtornos mentais.
Números da Organização Pan-Americana da Saúde, da OMS, revelam que mais de 300 milhões de pessoas são afetadas pela depressão no mundo, a doença afeta mais mulheres do que homens. Mais de 60 milhões de pessoas em todo o mundo têm transtorno afetivo bipolar. Mais de 23 milhões de pessoas têm esquizofrenia e outras psicoses. Cerca de 50 milhões de pessoas têm demência.
Quando o preconceito vem de pessoas que amamos

Perceber olhares estranhos na rua, ouvir piadas na sala de aula, sentir a indiferença de colegas de trabalho são algumas das experiências ruins que pessoas que têm algum transtorno ou doença mental precisam enfrentar em algum momento de sua vida. No caso da acompanhante terapêutica e estudante de Psicologia Dandhara Morais, 30, esse preconceito partiu de pessoas que ela amava.
“Eu lembro do momento em que eu terminei um relacionamento, que foi um casamento, que ele falou para mim que eu nunca mais ia conseguir. Que eu nunca ia conseguir ter um relacionamento saudável por conta da minha doença, que ninguém nunca ia me suportar por conta da minha doença, e isso me marcou muito, isso também foi muito doloroso pra mim porque pra mim me trouxe um estigma de eu sou uma pessoa insuportável, sabe?”, contou a estudante.
Dandhara recebeu seu primeiro diagnóstico há oito anos. Naquela época, o médico havia falado que ela sofria com depressão. Foi uma surpresa para minha família, porém não para mim, porque eu já sabia o estado em que eu me sentia e esse diagnóstico veio na minha primeira tentativa de suicídio e já foi algo muito extremo, então para minha família foi um baque”.
Com o diagnóstico a estudante iniciou o tratamento, mas não sentia melhoras no seu caso e viu o aumento das crises. Há três anos ela recebeu o seu segundo parecer médico: transtorno afetivo bipolar tipo 2. Nesse momento ela conta que sentiu muito medo do que poderia acontecer, não só pelos sintomas da doença, mas também pelo preconceito que ela poderia sofrer. “Eu meio que me apeguei ao meu diagnóstico, eu me fechei e eu me tornei uma pessoa difícil de me conviver porque me apeguei ao meu diagnóstico, mas teve um aí vira-volta aí.”
No início deste ano, após um novo episódio de crise, veio o seu terceiro diagnóstico. A família em desespero buscou novos tratamentos, até chegar ao médico que reavaliou o seu caso e levantou a hipótese dela não ter transtorno afetivo bipolar, mas sim transtorno de personalidade borderline. Nesse momento ela conta que “tudo se encaixou”. Com o novo diagnóstico, veio um novo medo e também um autopreconceito, como ela nos narra.
“Eu tive esse preconceito para mim mesma, de que eu não ia conseguir viver de uma forma normal nunca mais, porque eu era borderline, era um traço de personalidade meu, e eu sempre ia ser essa pessoa que ficava agressiva, que não ia conseguir ter os momentos amorosos, que me tornava independente das pessoas, e que por tudo eu ia buscar coisas que me causavam mudanças de dor. E foi horrível, eu tive muito medo de sentir preconceito, eu tive muito medo de abrir para as pessoas, eu ainda tenho muito receio de abrir para as pessoas que eu tenho”, conta.
Nessas buscas por ajuda que Dandhara e sua família buscavam, acabaram encontrando apoio em uma igreja evangélica, mas lá ela compartilha que viveu dois extremos. Apesar do cuidado, outras pessoas que faziam parte da congregação praticavam psicofobia contra ela. Em um determinado caso, ela acredita que chegou a perder uma vaga de emprego por ação de uma colega evangélica.
“Eu lembro de uma vez que mandei o currículo para uma empresa e a menina que era do RH dessa empresa, ela era da mesma igreja e ela sabia da minha história […] eu particularmente fazia tudo muito bem. Eu cuidava de um perfil muito grande e a empresa olhou o currículo, adorou tudo e tal. E quando foi na hora de dar uma resposta, ela falou que estava procurando outras pessoas. E eu acredito muito que foi por conta do meu diagnóstico, sabe?”, diz.
Para lidar com a psicofobia, a estudante tem buscado autoconhecimento. Além disso, com o último diagnóstico, Dandhara encontrou um tratamento que tem feito com que ela seja, como ela mesmo intitula, um “adulto funcional”. Com uma nova rotina e nova igreja, ela conta que o olhar de preconceito não a fere mais como antes. Nesse processo, a estudante explicou que sua família foi extremamente importante, sua “base”. Alguns amigos também estiveram do seu lado nos momentos difíceis. Mas ela também salienta que ainda é preciso muita educação para a redução do preconceito na sociedade.
“Eu acredito que os profissionais da saúde precisam, precisam para ontem, trabalhar com psicoeducação. E psicoeducação não é só a história do levantar a bandeira do setembro amarelo […] Psicoeducação é sobre falar sobre esses transtornos também. É sobre falar que o borderline não é só aquela pessoa agressiva, que uma pessoa que tem esquizofrenia ela pode viver em sociedade. Trazer para a sociedade com a psicoeducação que os transtornos mentais não impossibilitam as pessoas de viverem”, pontua.
Quando o preconceito impede o diagnóstico e tratamento

“Ações de psicofobia estão incluídas no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/1940) entre as que agravam o crime de injúria, que hoje se referem a ofensas que se referem à raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”, explica a psicóloga da Casulo Bem-estar e Desenvolvimento, Cristiane Barreto.
Ela salienta ainda que o significado original do termo psicofobia é o de medo ou exagerado e irracional da mente. No entanto, tem sido um termo usado em sentido não clínico no Brasil, podendo neste contexto ser definido como o preconceito ou a discriminação contra pessoas com transtornos ou deficiências mentais.
Apesar de tão latente, principalmente depois de uma pandemia como a de Covid-19, o tema saúde mental ainda traz consigo muitos tabus. Além disso, os altos índices de casos de doenças mentais não refletem em uma maior conscientização sobre o assunto. Pelo contrário, os estereótipos e estigmas, tanto com quem sofre, como com quem procura ajuda, ainda é muito presente. Afinal, porque há tanta exclusão de pessoas que sofrem?
Cristiane, percebe, ainda, a existência de muito preconceito em relação à saúde mental e que “isso se deve ao fato, primeiro, de termos iniciado há pouco tempo a conscientização das pessoas sobre todas as questões que envolvem o conceito de saúde mental em si e os transtornos psicológicos”.
A psicóloga social no Centro de Referência Especializado de Assistência Social em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza, Nadja Araujo, 33, explica que a psicofobia também é, além do preconceito contra quem possui alguma deficiência ou transtorno mental, a discriminação com pessoas que realizam algum tipo de acompanhamento e intervenções em saúde mental.
Segundo a profissional, de 10 pacientes, 6 não falam para outras pessoas sobre o acompanhamento, seja por vergonha ou por acreditarem que eles irão fazer “chacota” ou “desdém” com a informação.
“É perceptível, principalmente em pessoas evangélicas, cis e de situação financeira confortável. Eles acreditam que ter uma deficiência mental, ou fazer psicoterapia, ou acompanhamento em saúde mental é ser fraco ou ter falta de Deus”, explica a psicóloga.
Ela recorda ainda de um caso onde a psicofobia partia da própria paciente. A pressão social que vinha da família e do seu ciclo social a impedia de buscar um tratamento adequado. Com isso, o sofrimento que já vinha do seu transtorno psicológico era potencializado pela dificuldade de aceitar a condição e o tratamento médico.
“Ela sofria com sintomas do transtorno psicológico, mas não fazia o acompanhamento de forma correta por medo do que as pessoas iriam falar. Segundo ela, uma pessoa no padrão de vida dela não era para “ser doida”. Que Deus iria curar e não precisava de acompanhamento e nem medicações. O caso foi se agravando até acontecer o primeiro surto psicótico”, recorda.
Após esse episódio, ela retornou para o âmbito familiar. Entretanto, parou de tomar as medicações. Nadja explica que a paciente acreditava que iria ser curada com orações e que ela não era louca para tomar medicações.
“Foi preciso ressignificar, aceitar e quebrar todas suas crenças para realização de tratamento. Foi trabalhado também com a família a importância do acompanhamento com o psicólogo e com o psiquiatra, pois o caso precisava de medicações. Hoje, com um ano e meio, a família e a paciente estão bem e entendem que terapia não é pra “doido” é para cuidar e entender alguns pensamentos que estão ali martelando”, explicou.
Cristiane Barreto também compartilha uma vivência semelhante em seus atendimentos. Segundo ela, ainda é muito presente o receio que os pacientes têm de falar sobre temas relacionados à saúde mental.
“Na minha realidade atual como psicóloga clínica, recebo um público de adolescentes e adultos e ainda tem alguns pacientes que têm vergonha ou medo de revelar que estão em processo de psicoterapia. Muitos relatam que têm medo de sofrer preconceito, muitos deles não conseguem nem revelar isso para familiares próximos”.
A profissional explica que essa dificuldade em falar sobre o tema e essa necessidade de esconder o tratamento vem do receio de serem julgados e sofrerem algum preconceito. “Alguma retaliação em relação a isso, e eu percebo que isso se amplia muito mais no mundo do trabalho. É como se as pessoas não pudessem mostrar que fazem psicoterapia por que vão se mostrar frágeis e vulneráveis”.
Psicofobia e fé: os dilemas do diagnóstico e as crenças

A história do pastor luterano Thiago Surian, de 41 anos, também envolve religião, mas, no seu caso, ela inicialmente adiou o seu diagnóstico correto, e consequentemente um tratamento médico adequado para sua doença. Ele conta que, “desde que se entende por gente”, tem os sintomas da esquizofrenia, mas achava que era algo espiritual.
“Algum dom de Deus, alguma coisa assim. Minha família é pentencostal e tinha explicação para isso. Quando era uma coisa que eu achava bom, era um dom de Deus; quando era uma coisa que eu achava ruim, era o diabo que estava aparecendo, que era demônio, essas coisas. Mas eu fui diagnosticado em 2017, com 34 anos. Comecei a fazer o tratamento e melhorou muito, as coisas que eu tinha passado, ainda tenho alguns sintomas, mas bem menos do que eu tinha antes”, compartilha o pastor.
Apesar de conviver com a doença desde criança, ele conta que não aceitou o diagnóstico e que não queria fazer o tratamento, e que só prosseguiu com as cuscas após a insistência de sua esposa, que estranhou alguns comportamentos do marido. Após vários exames, veio a certeza. Com ela, veio também o medo. A doença se tornou um segredo, que não era compartilhado por ele abertamente até pouco tempo.
‘Eu sei que o preconceito é muito grande. Eu sei de uma moça que ela falou para a colega de quarto que tinha esquizofrenia, depois de uns dois anos morando juntas na faculdade, e a moça chamou a polícia. As pessoas têm medo. A mídia, infelizmente, os filmes e tudo mais, pintam os esquizofrênicos como pessoas violentas, como pessoas ruins. É tanto que quando alguém faz alguma coisa ruim as pessoas falam ‘olha lá, ele é esquizofrênico’’, desabafa o religioso.
Um dos episódios de psicofobia que Thiago sofreu também veio de uma pessoa muito próxima, que ele preferiu não compartilhar. Ao saber da doença, essa pessoa afirmou que ela seria motivada por demônios, por ele “dar brechas para o diabo” por ele fazer “coisas que o diabo gosta” e por isso estava “possuído”.
“Eu ouvi o que ela tinha para dizer porque ela é próxima de mim. Machucou muito. Mas eu ouço isso direto. Quando são pessoas religiosas e sabem que eu tenho esquizofrenia, elas costumam afligir muito mal. Dizem que isso é espiritual, isso quando é evangélico. Quando é espírita falam que eu tenho mediunidade. Eu não acredito nisso, mas eu não tenho o direito de ter a minha fé, de não acreditar no espiritismo. Os espíritas e pentecostais costumam ser bem preconceituosos”, compartilha.
Nas redes sociais, quando publica algum conteúdo, ele afirma que é comum os comentários dizendo que ele não poderia ser pastor por conta da doença. Thiago conta ainda que o que o ajuda a lidar com o preconceito que sofre é sua fé em Jesus e que, assim como ele, se esforça para perdoar as pessoas que o atacam para “não levar para o coração o que as pessoas falam”. Sobre o que acha que poderia reduzir a psicofobia na sociedade atual ele aconselha: não respondam perguntas que não foram feitas.
“Não deem opiniões que não foram solicitadas, eu acho que as pessoas deviam guardar suas opiniões para si. Não ficar atacando as pessoas, jogando opinião na cara delas. E saber qual o seu lugar, qual o seu papel na sociedade, se a pessoa não é profissional da saúde ela não tem o que diagnosticar, não tem que passar tratamento […] E os profissionais de saúde deveriam ser mais humanos, tudo bem que para eles é um monte de esquizofrênico, mas cada pessoa tem uma história de vida diferente”, conclui Thiago.
Terapia: quando a falta de informação se torna inimiga do autocuidado

Assim como as doenças mentais, a psicoterapia, a busca por uma vida saudável e tratamento desses transtornos, também é alvo do preconceito. A terapia ainda é um tabu para muitos brasileiros. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Cactos em parceria com o Atlas Intel, e divulgada no início deste ano, apenas 5% dos brasileiros fazem terapia. Ainda de acordo com o levantamento, 19% afirmou já ter passado por algum tipo de psicoterapia.
É o caso da jornalista e figurinista Talita Oliveira, 39, que procurou terapia há 8 anos, quando sentia que tinha alguma coisa errada com seu emocional e que a terapia poderia ajudar. ”Quando eu percebi que eu tinha possibilidade de entrar em depressão, eu logo tomei uma atitude, uma ação buscando autoconhecimento, um fortalecimento emocional para que eu não piorasse diante da situação que eu me encontrava. E eu nunca senti medo, receio nenhum. Ao contrário, eu sempre tive muita força de vontade de buscar informações e sobre a minha pessoa através da terapia”.
Apesar de certa que a terapia traria benefícios para sua saúde, ela começou a perceber que sua família não apoiava aquela forma de tratamento, isso por conta da falta de informação que eles tinham sobre o assunto. Isso acabou gerando uma pressão sobre Talita, que já estava sofrendo com questões emocionais, e ainda precisou lidar com o posicionamento de familiares que consideravam a terapia como ‘coisa de doido’.
“Quando eu comecei a fazer terapia eles não entendiam aquilo que eu estava fazendo. Eles não entendiam que a terapia poderia me ajudar a evoluir como ser humano e a resolver as minhas questões. Tinha muito aquela coisa, ‘nasci assim, vou morrer assim’, ‘você está ficando louca de estar fazendo isso’, ‘você está sofrendo uma lavagem cerebral’. Eu escutei muitas coisas assim negativas […] E aí eu entendi que eu precisava sair do emprego para cuidar do meu emocional e eu não tive nenhum apoio nesse sentido. Então, foi uma decisão muito importante que eu tive individualmente em lutar por mim”, contou a jornalista.
Talita acredita que atualmente existe um “movimento muito grande dos profissionais de saúde da sociedade no geral, para trabalhar o combate ao preconceito ligado à terapia, à saúde mental no geral”. Além disso, ela também consegue abordar com mais facilidade o tema saúde mental, e até compartilhar com outras pessoas a experiência da terapia, o que não conseguia fazer.
“Lá atrás, quando eu comecei, eu não falava que eu fazia terapia. Era um movimento silencioso individual meu, que eu não compartilhava. Hoje em dia, boa parte das pessoas que estão no meu convívio sabe que eu amo fazer terapia […] Eu tenho percebido que existe, sim, todo um trabalho da comunidade psicológica, da psicologia, da psiquiatria, fazendo um movimento informando, dizendo à sociedade da importância de cuidar da saúde emocional e até mesmo desmistificando o preconceito que as pessoas têm sobre como um psicólogo”, enfatizou Talita.
Afinal, de onde vem a psicofobia?
“Esse tipo de preconceito surge aos poucos, desde nossas vivências na infância, com algumas falas equivocadas de nossos pais, familiares e amigos”, é o que explica o psiquiatra e psicogeriatra Dr. Nairton Cruz. O médico conta ainda que recebe muitos pacientes que têm esse tipo de queixa.
Para o médico, o que faz ainda a sociedade ter essa questão dos tabus, é a ignorância. “Então ela desconhece, ela ignora o que realmente é o transtorno. Eu digo muito que, só quem valoriza as pessoas que vão para o psiquiatra, as pessoas que cuidam da sua saúde mental, são ou quem já passou por isso, ou quem ama quem já passou, quem foi salvo literalmente por um psiquiatra”.
“[A psicofobia] é muito mais comum em quem tem algum cargo importante em extremos de idade, em pessoas que têm, por exemplo, uma crença religiosa não tão comum na sociedade, em pessoas que têm alguma variação em termos de sua inclinação sexual, e alguns casos chegam a ser marcantes nesse sentido”, explica o especialista.
Nairton salienta que um dos caminhos para evitar a propagação desse tipo de preconceito é a psicoeducação e promoção de campanhas educativas em datas especiais que foram criadas para debater esses temas, a exemplo o Janeiro Branco, que é uma campanha global de conscientização sobre a Saúde Mental, que foi iniciada pelo Brasil, em 2014.
“Quanto mais momentos como esse, em que profissionais da saúde estiverem diante da sociedade, falando de forma técnica e confiável sobre o adoecimento mental, as coisas vão andar melhor, porque as pessoas vão finalmente entender a importância da saúde mental para o bom andamento da sociedade”, pontua.
Atendimentos
O dia 12 de abril foi instituído no Brasil como o Dia Nacional de Enfrentamento à Psicofobia. Segundo os dados do Ministério da Saúde, até 2022 o Sistema Único de Saúde (SUS) contava com 42 mil postos de saúde da Atenção Primária e 2.749 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) para atendimento gratuito às pessoas que precisam de tratamento para doenças mentais.
Ainda de acordo com esses dados, o SUS ainda conta com 797 Residências Terapêuticas; 70 Unidades de Acolhimento (adulto e infantojuvenil); 1.802 leitos de saúde mental em hospitais gerais; 13.888 leitos em hospitais psiquiátricos, 61 equipes multiprofissionais de atenção especializada em saúde mental; 144 Consultórios na Rua.
Para saber se há um atendimento gratuito no seu bairro, você pode consultar o mapa interativo do Ministério da Saúde que lista os estabelecimentos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). No mapa, divulgado em 2023, estão listados 3.164 serviços disponíveis para pessoas que sofrem com doenças e transtornos mentais. Clique aqui para ter acesso ao mapa.
Com o intuito de ajudar pessoas que sofrem psicofobia e combater o estigma e o preconceito, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) dispõe, desde 2014, da campanha Psicofobia, coordenada pelo psiquiatra Antônio Geraldo da Silva. A iniciativa possui uma série de conteúdos informativos que podem ser compartilhados com familiares e amigos, para assim propagar mais informações sobre saúde mental. Todo o conteúdo está disponível no site da ação: psicofobia.com.br
Além disso, o Centro de Valorização da Vida (CVV),possui um canal para apoio emocional e prevenção do suicídio por meio do telefone 188. O atendimento é feito por voluntários e é de graça. O atendimento é feito de forma sigilosa e funciona 24h por dia.




