A postura considerada agressiva de Pablo Marçal (PRTB) levou os candidatos à Prefeitura de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e José Luiz Datena (PSDB) a não comparecerem ao debate promovido pela Veja, na última segunda-feira (19). Nos debates passados, Boulos e Nunes foram alvos do influenciador com ataques que tiveram ampla repercussão nas redes sociais. A avaliação feita pela equipe de campanha de Nunes e Boulos é a de que Marçal não estava seguindo as regras impostas pelos organizadores.
“Toda vez que me encontrarem vão cair nas pesquisas, é o que está acontecendo”, rebateu Marçal, no citado debate de Veja, sobre a ausência de seus concorrentes ao comando da cidade mais rica do Brasil. Tábata Amaral (PSB) e Marina Helena (Novo), por sua vez, compareceram ao debate. A candidata do Novo chegou ao debate com um cartaz escrito “fujões”, enquanto a candidata do PSB classificou como “lastimável a covardia” dos ausentes.
Enquanto isso, o Ministério Público Eleitoral pediu que a Polícia Federal investigue Marçal sob a suspeita de espalhar fake news contra a candidatura de Boulos, que vem obtendo vitórias contra o influenciador na área jurídica. A Justiça Eleitoral concedeu ao candidato do PSOL direito de resposta nas redes sociais do influenciador depois de o adversário tê-lo associado, sem apresentar provas, ao consumo de drogas.
A mais recente polêmica envolvendo Marçal se deu após o influenciador ter sido chamado de mentiroso pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em resposta a Bolsonaro, que apoia a reeleição de Nunes, Marçal disse, em vídeo, que não irá retroceder em sua campanha à Prefeitura de São Paulo. “Meu respeito a você, mas o povo de São Paulo não vai prestar continência nem pra vagabundo de Boulos nem pro banana do Nunes que é um comunista com seu secretariado nojento. Me desculpe”.
Em meio a tantas polêmicas, a candidatura de Marçal ainda não decolou. A última pesquisa do Datafolha, divulgada em 8 de agosto, mostrou um cenário de empate técnico entre Nunes e Boulos, com 23% e 22% das intenções de voto, respectivamente, ao passo que Marçal aparece em terceiro lugar, empatado com Datena, ambos com 14%. Tábata fecha os quatro mais bem posicionados, com 7% da preferência eleitoral.




