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Técnicos do Ibama dizem ‘não’ a pedido para exploração de petróleo na Foz da Bacia do Amazonas feito pela Petrobras

Por UrbNews
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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Para o presidente do instituto, Rodrigo Agostinho, a petroleira ainda tem espaço para dar mais detalhes sobre o plano. (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

Técnicos do Ibama, responsáveis por analisar o novo pedido da Petrobras para explorar petróleo na Foz do Amazonas, rejeitaram o material entregue pela empresa e recomendaram o arquivamento do processo.

A Folha de S.Paulo teve acesso ao documento com a negativa, assinado por 26 especialistas do órgão ambiental. Para o presidente do instituto Rodrigo Agostinho, a petroleira ainda tem espaço para dar mais detalhes sobre o plano.

 “A equipe está pedindo mais informações. A única coisa que eu fiz foi passar esses pedidos de informação à Petrobras. Nem eu nem o coordenador de área entendemos que é caso de se fazer arquivamento”, afirmou.

A Petrobras tenta a autorização para fazer a exploração de petróleo no chamado bloco 59 da bacia Foz do Amazonas, litoral do Amapá, extremo norte do país. A bacia faz parte de uma nova fronteira de produção petrolífera, que começa no Rio Grande do Norte, batizada de Margem Equatorial.

O Ibama já havia negado a licença em 2023. A Petrobras recorreu e fez ajustes em seu plano, como a criação de uma base de atenção a animais resgatados.

Ao reiterar a negativa, os técnicos argumentam que há alta sensibilidade ambiental e que a biodiversidade marinha seria impactada em caso de acidentes. A Folha de S.Paulo visitou a região.

Impactos sociais sobre a população local, inclusive a indígena, também são preocupações.

A autorização buscada pela Petrobras é basicamente para pesquisa. Há indícios, mas a companhia não tem certeza de que há petróleo no bloco.Se confirmado, uma licença futura de produção ainda precisaria ser dada.

No mês passado, a diretora da Petrobras Sylvia dos Anjos disse que estava otimista com a possibilidade de obter a licença.

Em Brasília, a empresa tem apoio do Ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira e do próprio presidente Lula.

Um dos argumentos é que o volume de petróleo extraído no Brasil, em alta nos últimos anos, cairá depois de 2030 e que novas áreas são necessárias para manter a autonomia do país.

A descoberta do pré-sal fez o Brasil chegar a 7ª posição entre os países.

Por Victor Sena, Folhapress

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