Após negar se juntar à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, a Argentina voltou atrás e decidiu, nesta segunda-feira (18), aderir à principal iniciativa do governo Lula. O programa agora já soma 148 membros fundadores, incluindo 82 países, a União Africana, a União Europeia, 24 organizações internacionais, nove instituições financeiras internacionais e 31 organizações filantrópicas e não governamentais.
A Argentina era o único país do G20 que ainda não tinha assinado o documento. A medida também foi vista como um indicador de que o país poderia ficar de fora do documento final do G20.
Promovida pelo Brasil, a Aliança tem como objetivo criar uma plataforma independente internacional para captar recursos para financiar políticas de transferência de renda em países de renda baixa ou média-baixa. A pobreza na Argentina alcançou 50% da população nos seis primeiros meses da gestão do presidente Javier Milei.
Com o início em julho, a adesão segue aberta e é formalizada por meio de uma declaração, que define compromissos gerais e específicos, bem como as condições específicas de cada signatário. Entre as ações estão os “Sprints 2030”, que são uma tentativa de erradicar a fome e a pobreza extrema por meio de políticas e programas em grande escala.
A Aliança Global espera alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda em países de baixa e média-baixa renda até 2030, expandir as refeições escolares de qualidade para mais 150 milhões de crianças em países com pobreza infantil e fome endêmicas e arrecadar bilhões em crédito e doações por meio de bancos multilaterais de desenvolvimento para implementar esses e outros programas.




