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Escolhido para Departamento de Justiça de Trump renuncia à indicação

Por UrbNews
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 3 mins
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A renúncia foi vista como uma tentativa do ex-deputado de evitar a divulgação das acusações que pesam contra ele. Foto: Reprodução/Instagram @repmattgaetz

Escolhido para chefiar o Departamento de Justiça por Donald Trump, o ex-deputado da Flórida Matt Gaetz, afirmou nesta quinta-feira (21) que vai retirar a indicação para o cargo.

A decisão foi tomada em meio às chances de ele ter a nomeação negada pelo Senado enquanto enfrenta acusações de má-conduta sexual. Trata-se da primeira baixa na equipe anunciada por Trump até agora.

“Não há tempo a perder em uma disputa desnecessariamente prolongada em Washington, portanto, retirarei meu nome da consideração para servir como Procurador-Geral. O Departamento de Justiça de Trump deve estar em funcionamento e pronto no dia 1”, escreveu Gaetz no X.

“Tive reuniões excelentes com os Senadores ontem. Agradeço o feedback atencioso deles – e o apoio incrível de tantos. Embora o ímpeto tenha sido forte, está claro que minha confirmação estava se tornando injustamente uma distração para o trabalho crítico da Transição Trump/Vance”, disse.

Nesta terça (20), o Comitê de Ética da Câmara dos Estados Unidos reuniu-se nesta quarta-feira (20), mas terminou sem acordo sobre a decisão de divulgar ou não o relatório sobre o suposto caso de má conduta sexual cometido.

Gaetz renunciou à sua cadeira na Câmara dias antes de o Comitê de Ética decidir sobre divulgar o relatório de uma investigação, iniciada em 2021, sobre relatos de uma mulher que diz ter tido relações sexuais com ele quando tinha 17 anos, e a respeito do uso de drogas. A renúncia foi vista como uma tentativa do ex-deputado de evitar a divulgação das acusações que pesam contra ele.

Nesta terça, uma reportagem do New York Times afirmou que uma investigação federal descobriu uma série de pagamentos realizados por Gaetz e um grupo de amigos a mulheres, entre elas uma adolescente de 17 anos, que participaram de festas sexuais entre 2017 e 2020.

Como o Departamento de Justiça não o denunciou formalmente, o documento ficou em segredo, mas está com o Comitê de Ética da Câmara.

Nesta semana, um hacker não identificado também obteve acesso a um arquivo de computador compartilhado em um link seguro entre advogados cujos clientes deram depoimentos prejudiciais relacionados a Gaetz.

O arquivo de 24 documentos inclui o depoimento juramentado da mulher que disse ter feito sexo com o ex-deputado quando tinha 17 anos, bem como o depoimento corroborante de uma segunda mulher que disse ter testemunhado o encontro.

Apesar de os republicanos na Câmara terem atuado nesta terça para manter o sigilo das informações e evitar ainda mais ruídos em torno da nomeação de Trump, senadores do partido do presidente eleito já expressavam contrariedade com a escolha.

Nesta quarta, Gaetz foi ao Congresso acompanhado do vice-presidente eleito, J. D. Vance, para reunião com os parlamentares na tentativa de melhorar o clima. As chances de Gaetz ser rejeitado pelo Senado eram consideráveis, por isso ele tomou a decisão de retirar a indicação.

Nos bastidores, assessores parlamentares reclamam que ele xingou senadores. Por isso, não há certeza que os republicanos darão a totalidade dos votos para aprová-lo. Segundo o jornal The New York Times, o próprio Trump sabe disso, mas tem insistido em manter a nomeação.

O presidente eleito tem participado de alguma forma da ofensiva para garantir apoio ao aliado no Senado. Outros republicanos têm atuado também para angariar votos.

Com informações de Julia Chaib, da Folhapress.

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