O adiamento da divulgação do resultado final do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) deverá custar cerca de R$ 4,7 milhões ao governo federal, segundo estimativas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A previsão inicial era que as notas finais dos candidatos fossem divulgadas nesta quinta-feira (21), mas a data foi prorrogada para o dia 11 de fevereiro de 2025.
O novo cronograma foi estabelecido após um acordo judicial entre a União, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público Federal e a Fundação Cesgranrio, responsável pela aplicação das provas. Esse acordo possibilitou a reintegração de mais de 32 mil candidatos eliminados, o que resultou no adiamento da divulgação do resultado final do concurso.
O adiamento da aplicação das provas de maio para agosto deste ano, devido às enchentes no Rio Grande do Sul, também resultou em um impacto financeiro. Esse custo extra corresponde a cerca de 3,5% do valor total do chamado Enem dos Concursos, que é de aproximadamente R$ 130 milhões.
Alexandre Retamal, coordenador-geral de Logística do Concurso Unificado no MGI, explica que o custo adicional será destinado a várias etapas do certame, incluindo a correção das provas discursivas e redações dos candidatos reintegrados, com base nos resultados das provas objetivas.
Além disso, o valor cobrirá a avaliação dos títulos apresentados pelos candidatos, o trabalho das comissões de heteroidentificação para entrevistar pessoas autodeclaradas negras que concorrem às vagas destinadas a cotas raciais, e a avaliação biopsicossocial (perícia médica) de candidatos com deficiência, realizada por uma equipe multiprofissional.
Também será realizada a confirmação da condição declarada por candidatos indígenas. Retamal afirma que o novo cronograma, com a divulgação marcada para 11 de fevereiro, foi necessário.
“Com essas decisões, a gente precisa reiniciar um processo longo de corrigir as provas objetivas desses candidatos eliminados que agora estão sendo reintegrados. Com base nesses resultados, vamos corrigir as provas discursivas desses candidatos também”, destaca o coordenador.
Alexandre também disse que essa medida traz mais “segurança, transparência e idoneidade à continuidade do concurso”. Ele afirmou que o acordo não interfere na realização de uma possível segunda edição do certame.
A Fundação Cesgranrio enviou um e-mail, na última quinta (21), a cada um dos 32.260 candidatos reintegrados, informando sobre a alteração na situação. Quem não recebeu, poderá ter acesso à informação diretamente na página do Concurso.




