A atriz Luana Piovani comentou sobre a aprovação da PEC nº 164/2012, que busca criminalizar o aborto em todos os casos. Numa rede social, a artista afirmou que a proposta aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara “é um retrocesso”.
“Acordo quinta-feira com a PEC 164 aprovada. A qual fica proibido o aborto em qualquer caso, de estupro, de criança ou onde a mãe esteja com a vida em risco. É um retrocesso”, iniciou.
“Agora o que eu queria falar, que eu acho que nem todo mundo sabe, mas que eu tenho lugar de fala: é o seguinte, eu sou evangélica. Meu caráter foi formado dentro de uma igreja chamada Adventista do Sétimo Dia e eu quero dizer que essa bancada evangélica que só faz mal para os seres humanos não me representa”, declarou.
A PEC foi apresentada em 2012, pelo ex-deputado Eduardo Cunha, e inclui a expressão “desde a concepção” no trecho da Constituição que trata dos direitos e garantias fundamentais e prevê a “inviolabilidade do direito à vida”.
Com isso, segundo a interpretação dos que defendem a medida, o aborto seria proibido em qualquer estágio da gravidez, e em qualquer circunstância, uma vez que, nessa visão, a vida começa na concepção.
“Nós vamos conseguir mudar essa realidade, e essa PEC 164 vai cair, porque nós somos a maioria da população. Não vamos permitir que vocês homens, que não querem nada na vida, a não ser poder e dinheiro, mandem nos nossos corpos e façam com que nossas filhas sejam escravas da vontade de vocês pro resto da vida. Seus malditos”, finalizou a atriz.

