Na última sexta-feira (29), a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) divulgou o boletim epidemiológico sobre a covid-19 no Estado. O levantamento revela um crescimento no número de casos entre os dias 19 e 25 de novembro, com 716 novas infecções registradas – o que representa um aumento de 189,87% em relação à semana anterior, quando foram contabilizados 247 casos.
Os dados foram coletados a partir de testes rápidos e exames RT-PCR realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen) em diversas regiões do Ceará. Na última semana, 577 testes foram realizados, com índice de positividade verificado de 21,3%.
Segundo o secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, Antonio Silva Lima Neto (Tanta), o aumento no número de casos pode estar associado à circulação da variante EG.5 (Eris).
“A variante Eris é capaz de driblar a memória imunológica e provocar infecção respiratória ou síndrome gripal. Esse é o cenário que provavelmente está se configurando ao longo do mês de novembro”, explica o gestor.
Antonio destaca que a atualização do esquema vacinal é a principal medida para salvar vidas contra a covid-19, pois oferece proteção contra as novas variantes do vírus.
“A última atualização da vacina, com a bivalente, induz a produção de anticorpos capazes de neutralizar com mais eficiência a transmissão do vírus, uma vez que incorpora as novas variantes da doença predominantes no Brasil e em todo o mundo”, explica.
O secretário enfatiza que o Ceará conta com vacinas e testes suficientes para garantir a proteção e o diagnóstico da infecção. Atualmente, a vacina está disponível para toda a população a partir dos seis meses de idade, com esquema vacinal específico de acordo com a faixa etária.
Os imunizantes podem ser encontrados, mediante agendamento, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos postos Vapt Vupt.
Tanta alerta que, mesmo com a “flexibilização do uso de máscaras”, elas continuam sendo recomendadas como medida de proteção. Ele também reforça que as pessoas com sintomas gripais devem procurar atendimento médico e, se indicado pelo profissional de saúde, realizar o teste para covid-19. “As medidas de prevenção não devem ser negligenciadas”, destaca.




