Flávio de Castro Sousa, também conhecido como Flávio Carrilho, chegou a Paris no início de novembro para trabalhar. Depois de encerrar os compromissos, ele deveria retornar ao Brasil, no último dia 26, quando foi visto pela última vez. Embora tenha feito o check-in para o voo de volta, ele não embarcou. O desaparecimento mobiliza os familiares, a polícia francesa e o Itamaraty.
Um amigo próximo recebeu uma mensagem de um contato francês, informando que Flávio havia se acidentado e recebido atendimento no Hôpital Européen Georges-Pompidou no mesmo dia de seu desaparecimento.
Após esse episódio, a mãe de Flávio passou a ligar repetidamente para o celular dele. Na madrugada do dia 28, um funcionário de um restaurante atendeu à chamada. Como ele não falava português, transferiu a ligação para um colega brasileiro, que contou que o telefone havia sido encontrado em um vaso de plantas na porta do restaurante, logo pela manhã do dia 27.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Paris, que “tem conhecimento do caso, está em contato com as autoridades locais e presta assistência consular aos familiares do nacional”.
O que dizem as autoridades
Enquanto as buscas por Flávio prosseguem, seu sócio Lucien Esteban e sua prima Woiron se encarregam de gerenciar as informações, contatar as autoridades brasileiras e francesas, organizar documentos e administrar as contas da residência de Flávio, já que sua mãe reside no interior de Minas Gerais e necessita de apoio. Eles mencionaram que a polícia francesa ainda não estaria se dedicando ao caso com a devida atenção.
A representação diplomática do Brasil na França informou, por meio de nota, que está a par do desaparecimento. “O Consulado-Geral do Brasil em Paris está acompanhando o caso, provendo à família a assistência consular cabível permitida pelos acordos internacionais assinados por Brasil e França e nos limites da legislação francesa”.
Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, uma amiga do fotógrafo fala da tentativa de mobilizar as autoridades francesas: “nós não queremos, não precisamos de especulações, nós precisamos nos ater aos fatos. E o que nós precisamos nesse momento é realmente pressionar a polícia francesa para que eles abram uma investigação de fato e levem a sério”.
A procura pelo jovem tem gerado um grande engajamento nas redes sociais, com milhares de pessoas se unindo para divulgar informações e apoiar a causa. O vídeo publicado por sua amiga já foi assistido por cerca de 166,8 mil de pessoas até o momento da publicação deste texto.


