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Futebol cearense registra aumento em casos de LGBTfobia, racismo e xenofobia, aponta relatório

Por Eduarda Sena
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 2 mins
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Arena Castelão com luzes especiais da cor da bandeira LGBTQIA+. Foto: Reprodução

O Observatório da LGBTfobia no Futebol, ligado ao coletivo Canarinhos LGBTQ+, divulgou o Anuário 2024 no dia 14 de dezembro, onde reúne 78 casos de homofobia, racismo e xenofobia registrados no futebol brasileiro em 2023. O Ceará aparece no ranking com oito ocorrências, 10% do total nacional, empatado com o Rio de Janeiro e atrás apenas de São Paulo, que lidera com 21 registros.

Das oito ocorrências no estado, quatro foram atribuídas a torcedores do Ceará e quatro a adeptos do Fortaleza. A principal manifestação dos casos foi por meio de cânticos homofóbicos nas arquibancadas, sendo o estado destaque no aumento expressivo de registros comparados a 2022, quando foram contabilizados apenas três episódios locais.

No caso do Ceará, um episódio notório envolveu Gabriel Lima, influenciador digital e torcedor do clube, que foi alvo de ataques homofóbicos nas redes sociais após postar um vídeo comemorativo. Já entre os episódios atribuídos ao Fortaleza, todos se deram por cânticos ofensivos, geralmente entoados pela maior torcida organizada do clube.

O relatório também relembra casos de 2022, como a omissão do número 24 pelo Fortaleza na Copa São Paulo de Futebol Júnior e cânticos preconceituosos na final do Campeonato Cearense. Pelo Ceará, destaca-se um vídeo com música pejorativa, divulgado pela principal torcida organizada, com apoio do jogador Vina.

Apesar do aumento nos registros, o Anuário elogia o avanço no posicionamento dos clubes. Tanto Ceará quanto Fortaleza marcaram presença em datas importantes como o Dia Internacional Contra a Homofobia (17 de maio) e o Dia do Orgulho LGBTQIA+ (28 de junho).

Para Onã Rudá, presidente dos Canarinhos LGBTQ+, a origem das infrações, em sua maioria nas torcidas organizadas, merece atenção. “Existem clubes da Série A que se posicionam e isso é muito importante. Nunca tivemos todos os 20 clubes, sempre fica faltando dois e não tem passado disso. É importante observar que a maioria dos autores são torcidas organizadas e a maioria das vítimas. Há um crescimento em dois locais: estádios e meios de comunicação (redes sociais)”.

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