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Casas da Mulher Cearense: um refúgio de acolhimento e autonomia para mulheres vítimas de violência

Por UrbNews
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 4 mins
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O acolhimento e a escuta são os principais pilares do atendimento nas três unidades da Casa da Mulher Cearense. (Foto: Urbnews/Domum Video)

PUBLIEDITORIAL | Criadas para oferecer acolhimento e suporte especializado às mulheres em situação de violência, as Casas da Mulher Cearense (CMCs) são uma iniciativa do Governo do Ceará que alia atendimento humanizado a serviços integrados. Inspiradas nas Casas da Mulher Brasileira, essas unidades foram adaptadas às especificidades locais, consolidando-se como um pilar no enfrentamento à violência de gênero e na promoção da autonomia feminina. Assista:

Com uma estrutura que centraliza diversos serviços essenciais, as CMCs proporcionam praticidade e segurança para as usuárias. No mesmo local, funcionam Delegacias de Defesa da Mulher, Ministério Público, Defensoria Pública e Juizados de Violência Doméstica. Também são oferecidos atendimentos psicossociais e orientações jurídicas, além de uma brinquedoteca para os filhos das usuárias.

“Aqui foi um espaço que o Governo do Estado pensou para que essa mulher se sentisse segura, abraçada e pudesse resolver todas as demandas dela. Antes, muitas tinham medo de pedir ajuda, mas agora se sentem acolhidas e empoderadas”, afirma Clarissa Baquit, coordenadora da Casa da Mulher Cearense de Quixadá.

Interiorização dos serviços

Atualmente, três unidades da Casa da Mulher Cearense estão em funcionamento em Sobral, Juazeiro do Norte e Quixadá, com outras três em construção em Iguatu, Tauá e Crateús, com inauguração prevista para 2025. Reconhecendo as dificuldades enfrentadas por mulheres que vivem fora das capitais, o projeto prioriza a interiorização dos serviços. 

Em 2024, foram 21.659 atendimentos nas CMCs, o que confirma a importância desse equipamento como ferramenta de combate à violência de gênero. “Oferecemos um acolhimento especializado e humanizado, no qual as vítimas podem requerer medidas protetivas e serem orientadas sobre as ferramentas legais disponíveis”, pontua Humberto Cavalcante, delegado de Defesa da Mulher de Quixadá.

Elas se somam a outros 40 equipamentos de proteção às mulheres espalhadas pelo Ceará, incluindo uma Casa da Mulher Brasileira em Fortaleza, 19 Casas da Mulher Municipais e 13 Salas Lilás. Essa expansão garante que mais mulheres, em diferentes localidades, tenham acesso ao amparo e à proteção necessários.

Empoderamento através da autonomia e educação

Mais do que atender situações de violência, as CMCs também promovem a autonomia feminina com cursos de capacitação profissional, apoio à geração de renda e iniciativas de inserção no mercado de trabalho. “Aqui é onde a gente vai fazer com que ela tenha uma perspectiva de futuro”, reforça a psicóloga Érica da Silva.

Campanhas educativas, palestras e eventos também são parte do escopo das CMCs, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os direitos das mulheres e a importância de prevenir a violência. As unidades funcionam como centros de informação e formação cidadã.

“No mesmo espaço, a mulher consegue buscar os seus direitos e os direitos também dos seus filhos, como a questão de alimento, divisão de bens, o próprio processo de divórcio… O nosso serviço é acolher essa mulher que chega, orientar e realizar os encaminhamentos na rede de proteção à mulher vítima de violência”, afirma a psicóloga Helannya Tomé Araújo.

Como solicitar ajuda?

Para solicitar qualquer serviço de maneira presencial basta ir à Casa da Mulher Cearense e solicitar atendimento aos especialistas para receber acolhimento, orientações e serviços disponíveis: psicossocial, jurídico, e outros.

É preciso ser mulher, maior de 18 anos, em situação de violência doméstica e outras vulnerabilidades, podendo estar acompanhada ou não de filhos. A mulher pode ser atendida até sem documento de identificação, sendo que no decorrer do acolhimento será dado suporte para documentação.

O local conta com funcionamento 24h da recepção e do atendimento psicossocial, com psicólogas e assistentes sociais. Possui ainda Delegacia da Mulher, casa de passagem, brinquedoteca, e transporte. No mesmo espaço, funcionam no horário comercial ou horário especial: Juizado da Mulher; Defensoria Pública; Ministério Público; e serviços de autonomia econômica, educação e formação.

Endereços:

CMC Quixadá: R. Luiz Barbosa da Silva, 270 – Planalto Renascer – Quixadá – CE
Atendimento 24h de domingo a sábado.

CMC Sobral: Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, s/n – Cidade Gerardo Cristino de Menezes – Sobral – CE
Atendimento 24h de domingo a sábado.

CMC Juazeiro do Norte: Avenida Padre Cícero, 4455 – São José – Juazeiro do Norte – CE
Atendimento 24h de domingo a sábado.

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