A lenda da música brasileira, Milton Nascimento, enfrentou 12 horas de voo, aos 82 anos, para disputar um Grammy ao lado da cantora norte-americana Esperanza Spalding, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Contudo, a dupla do artista no álbum “Milton + Esperanza” revelou nas redes sociais que a produção recusou dar uma cadeira ao brasileiro na área VIP da premiação.
“Então, foi recusado a Milton um lugar nas mesas para a cerimônia deste ano. Isso não me agradou. Não estou falando de uma vitória no Grammy… estamos comemorando a gloriosa vitória de Samara Joy, estou falando de uma cadeira física, aqui nesta mesa em que estou sentada”, escreveu Spalding. “Estou brava por essa lenda viva não ter sido considerada importante o suficiente para sentar entre as pessoas da lista A, ou seja lá como organizam as mesas no salão principal”, explicou.
Em protesto, a cantora carregou durante o evento uma placa com o rosto de Milton Nascimento que dizia, em inglês: “Esta lenda viva deveria estar sentada aqui”. E pediu: “Então, eu tive que trazê-lo comigo. Grite se você nos vir na TV”.
Milton concorria na categoria Melhor Álbum de Vocal de Jazz com “Milton + Esperanza”. A dupla disputava o prêmio com os discos “Journey in Black” de Christie Dashiell, “Wildflowers Vol. 1” de Kurt Elling e Sullivan Fortner, “My Ideal” de Catherine Russell e Sean Mason e “A Joyful Holiday” de Samara Joy, que venceu a categoria.




