Nesta quarta-feira (19), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou, através da rede social X, que o mundo está observando o que ocorre no Brasil. Ele destacou que a estratégia de acusar líderes da oposição de estarem envolvidos em golpes também é utilizada em países como Venezuela, Nicarágua, Cuba e Bolívia.
Na publicação, Bolsonaro afirmou: “O mundo está atento ao que se passa no Brasil. O truque de acusar líderes da oposição democrática de tramar golpes não é algo novo: todo regime autoritário, em sua ânsia pelo poder, precisa fabricar inimigos internos para justificar perseguições, censuras e prisões arbitrárias.”
“É assim na Venezuela, onde Chávez e Maduro acusavam oposicionistas de golpistas. É assim na Nicarágua, em Cuba e na Bolívia. É assim em todo o mundo. A cartilha é conhecida: fabricam acusações vagas, se dizem preocupados com a democracia ou com a soberania, e perseguem opositores, silenciam vozes dissidentes e concentram poder. […] A liberdade irá triunfar mais uma vez!”, completou o ex-presidente.
– O mundo está atento ao que se passa no Brasil. O truque de acusar líderes da oposição democrática de tramar golpes não é algo novo: todo regime autoritário, em sua ânsia pelo poder, precisa fabricar inimigos internos para justificar perseguições, censuras e prisões arbitrárias.… pic.twitter.com/VGM7hcAj2v
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) February 19, 2025
Bolsonaro é apontado como o principal responsável por uma trama golpista, cujo objetivo seria mantê-lo no poder após a derrota nas eleições presidenciais de 2022.
A acusação é baseada em um relatório de quase 900 páginas da Polícia Federal (PF), que foi utilizado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para apresentar uma denúncia contra ele e um grupo de aliados por tentativa de golpe de Estado.
O documento foi formalmente apresentado na última terça-feira (18) e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou cinco acusações formais contra o ex-presidente. Se condenado, Bolsonaro pode enfrentar uma pena de até 40 anos, considerando as penas máximas para os seguintes crimes:
- Liderança de uma organização criminosa armada;
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Dano qualificado, com violência e grave ameaça, ao patrimônio da União, causando significativo prejuízo;
- Deterioração de patrimônio tombado.




