A polícia do Rio de Janeiro prendeu o rapper Oruam em flagrante nesta quarta-feira (26) por abrigar em sua casa um foragido da Justiça. O artista era alvo de buscas por um outro crime, mas agentes encontraram na mansão dele, na Zona Oeste da capital fluminense, o traficante Yuri Pereira Gonçalves, que era procurado por organização criminosa.
Com o procurado, foi encontrada uma pistola 9 mm com kit-rajada e munição. Esta prisão não tem relação com o episódio da última semana, quando Oruam foi detido após fazer manobras arriscadas na Barra da Tijuca.
O artista era investigado por atirar a esmo em um condomínio em SP no fim do ano passado e foi indiciado pela prática do crime de disparo de fogo, “após ter colocado em risco a integridade física de diversas pessoas”, de acordo com a polícia. As informações são da TV Globo.
Oruam foi enquadrado por favorecimento pessoal – ajudar alguém que cometeu crime a escapar das autoridades – uma vez que Yuri estava na sua mansão. Ambos foram levados para a Cidade da Polícia.
“Vou falar pra tu não. Tu é delegado, juiz, para eu falar alguma coisa pra você?”, declarou Oruam aos repórteres que estavam no distrito policial. ““Tudo o que eu falar para vocês não adianta de nada, já sou culpado”, completou.
Investigado em SP
Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) realizavam mandados de busca e apreensão contra Oruam e sua mãe Márcia Nepomuceno, expedidos pela Justiça de Santa Isabel (SP).
Segundo as investigações, o filho do traficante Marcinho VP realizou um disparo em um condomínio em Igaratá (SP) no dia 16 de dezembro. A Justiça, portanto, determinou a busca dessa arma. Nesse inquérito, não há mandado de prisão contra o rapper.
Na mansão de Oruam os agentes recolheram armamento de airsoft e simulacros. Já na casa de Márcia foram apreendidos celulares.
Oruam é o nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. Ou seja, “Oruam” é um anagrama para “Mauro”. O rapper é filho de Marcinho VP, preso por assassinato, formação de quadrilha e tráfico, além de ser apontado pelo Ministério Público (MP) como um dos chefes do Comando Vermelho.
Oruam homenageia e pai e o traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, com uma tatuagem.




