Nesta quinta-feira (27), durante uma entrevista à TV Record Litoral e Vale, em Santos (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) explicou a demissão de Nísia Trindade do cargo de ministra da Saúde.
Embora tenha destacado que a ex-chefe da pasta é uma “amiga pessoal” e a tenha classificado como uma “companheira de alta qualidade”, Lula afirmou que a decisão foi motivada pela necessidade de “mais agressividade” nas políticas do governo.
A substituição de Nísia por Alexandre Padilha, atual ministro da Secretaria de Relações Institucionais, foi anunciada na última terça-feira (25).
Lula comentou ainda sobre a saída de ministros do governo, afirmando que, normalmente, aqueles que deixam seus cargos saem “de cara amarrada”. Nísia havia dito, em entrevista na última quarta-feira (26), que, ao demiti-la, Lula mencionou uma “mudança de perfil” na pasta da Saúde.
O presidente disse ainda que espera concluir a reforma ministerial logo após o feriado de Carnaval. A intenção é fortalecer o apoio no Congresso e aumentar a popularidade do governo.
Com a saída de Padilha para a Saúde, o antigo cargo do ministro é cobiçado tanto por membros do PT quanto por partidos do Centrão, que têm grande influência no Congresso. Entre os nomes cotados para assumir a função estão: Gleisi Hoffmann (PT), José Guimarães (PT), Isnaldo Bulhões (MDB), Silvio Costa Filho (Republicanos) e Antonio Brito (PSD).




