O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, neste sábado (8), a indicação da advogada Verônica Sterman para a vaga de ministra no Superior Tribunal Militar (STM). Agora, para ser confirmada no cargo, ela terá que passar por sabatina no Senado Federal e aprovação no plenário.
Verônica pode se tornar a segunda mulher a ocupar o cargo na história da corte, que tem mais de 200 anos. O mandatário escolheu o Dia Internacional da Mulher para o ato de indicação, que já foi publicado no Diário Oficial da União. Nas redes sociais, Lula compartilhou um vídeo ao lado da advogada, da primeira-dama Janja da Silva e de Gleisi Hoffmann.
“Eu desejo a você toda a sorte. Eu tenho certeza que você e a Maria Elisabeth vão mudar a história do Supremo Tribunal Militar para melhor. Um Supremo Tribunal Militar que tenha compreensão do que é crime militar e o que é crime comum. A cada dia que passa, a gente vai mostrar que as mulheres têm que estar onde elas quiserem, como elas quiserem, porque elas não têm que se submeter a ninguém”, disse Lula à advogada.
“Eu agradeço e fico muito honrada de ter sido indicada nesta data tão importante para as mulheres, dia 8 de março. E espero fazer jus ao cargo. Eu vou honrar essa indicação”, afirmou Sterman.
Verônica Sterman, de 40 anos, foi advogada de Gleisi e do ex-ministro Paulo Bernardo em casos da Lava Jato. Além disso, ela também fez a defesa do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em investigação da Justiça Eleitoral de São Paulo sobre doações ilegais para campanha política.
Sterman já havia recebido o apoio de Gleisi e Alckmin para vaga no Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3) no ano passado. Mas seu nome foi preterido por Lula na época, que escolheu o advogado Marcos Moreira de Carvalho, após apelos do ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), e de sindicalistas.
A vaga que a advogada deve assumir é da cadeira civil no STM, que será aberta em abril com a aposentadoria de José Ferreira, de 75 anos. Ele está no cargo desde 2001, quando foi indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.
O STM é composto por 15 ministros, com vagas divididas entre civis (5) e militares do Exército (4), da Marinha (3) e da Aeronáutica (3). O tribunal é responsável pelo julgamento de crimes militares cometidos por integrantes das Forças Armadas ou por civis.




