Três depiladoras de Quixadá, no interior do Ceará, utilizaram as redes sociais para relatar casos de importunação sexual durante os atendimentos. As mulheres afirmam ter sido vítimas do mesmo homem.
Uma das profissionais contou que um homem, aparentemente com 20 anos, entrou em contato para saber se ela realizava depilação íntima masculina. Ao receber uma resposta negativa, ele pediu para depilar as pernas.
Durante a sessão, o homem teria mostrado comportamento inadequado, ao ter uma ereção e em seguida, fazer comentários desconfortáveis sobre a situação. Depois do atendimento, a profissional relata que ele teria continuado o assunto em conversas pelas redes sociais.
As outras duas mulheres relatam experiências semelhantes com o mesmo homem, que teria enviado fotos íntimas e se exibido pessoalmente para as depiladoras durante os atendimentos.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, com relatos e prints das conversas do suspeito sendo compartilhados. O suspeito foi identificado, mas a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) não divulgou sua identidade.
Em nota, a SSPDS informou que a investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Quixadá, que já iniciou as oitivas e diligências para esclarecer os detalhes do ocorrido.
Importunação Sexual
A importunação sexual é crime no Brasil desde 2018 e ocorre quando alguém realiza atos de natureza sexual sem o consentimento da vítima, como toques ou beijos indesejados. A pena para o agressor pode chegar até cinco anos de prisão.
Como muitas vezes não há provas nem testemunhas, é essencial que a vítima reúna o máximo de evidências possíveis. Tentar comprovar a presença no local e as circunstâncias que levaram até lá, além de detalhes sobre o comportamento do agressor, podem ajudar na investigação.




