Os professores da Rede Estadual terão direito a 10 mil vale-livros que podem chegar ao valor de até R$ 200 para compra de livros nos 188 estandes presentes na XV edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará. O anúncio foi feito pelo governador do estado, Elmano de Freitas (PT) durante a abertura do evento, às 20h desta última sexta-feira (4), no Centro de Eventos do Estado.
O governador destacou a importância do acesso dos professores aos livros e incentivou a qualificação dos profissionais da educação. “Nós precisamos valorizar nossos professores e professoras para que, cada vez mais, se qualifiquem e tenham acesso à nossa produção literária”, disse.
Elmano ainda relembrou dos 15.382 cardlivros que foram distribuídos pela Prefeitura de Fortaleza para os profissionais de ensino da Rede Municipal. O valor total das duas ações do governo contam com um investimento de mais de R$ 5 milhões.
No evento estavam presentes autoridades como o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, as secretárias estaduais da Cultura, Luisa Cela, e da Educação, Eliana Estrela, o secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, o presidente do Instituto Mirante, Tiago Santana, e a presidenta do Instituto Dragão do Mar, Rachel Gadelha.
No palco da solenidade, o presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri, o deputado federal José Guimarães e a secretária de Cultura de Fortaleza, Helena Barbosa proferiram algumas palavras.
Fazendo referência ao tema desta edição, “Das fogueiras ao fogo das palavras: mulheres, resistência e literatura”, o governador relatou: “Achei a frase absolutamente linda e forte. Diz muito para que a sociedade supere o machismo, supere as desigualdades. Mais uma vez as curadoras garantiram um posicionamento político correto da nossa Bienal”.
Já o representante do MinC, Fabiano Piúba, falou sobre o evento como uma forma de destaque para a economia do livro e felicitou o trabalho dos curadores. “Uma boa feira de livro e uma boa festa literária reúnem democratização de acesso ao livro, um ambiente de promoção da leitura e formação de leitores, mas também de promoção da literatura e da economia do livro”, ressaltou.
Como programação de abertura Grupo Afro Alagbará e o Ilé Axé Yeye Omin Iyó, apresentou o espetáculo “Xirê Yabá – Nossas mães ancestrais”, na qual reforçou a liderança e força que as mulheres têm na manutenção das tradições de matriz africana e na resistência de comunidades periféricas do Brasil através da dança.
Em seguida houve uma apresentação do coral Indígena de Aquiraz “Nheengari Sambokar (Canto Livre)” que contou com 25 crianças da Escola Indígena Jenipapo-Kanindé.
A Bienal do Livro do Ceará é uma realização do Ministério da Cultura (MinC) e do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com o Instituto Dragão do Mar (ISoDM), via Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. Nesta edição foram reunidos no total 188 estandes, com 34 editoras, 25 livrarias e 32 distribuidores. O evento tem uma entrada gratuita com uma programação das 10h às 22h e termina domingo (13).




