A greve dos rodoviários em Manaus chegou ao fim após dois dias de paralisação. Foram acordadas novas medidas entre o sindicato da categoria e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Amazonas (Sinetram) após negociações mediadas pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), nesta última quarta-feira (16).
As exigências propostas reivindicadas pelos rodoviários não foram aceitas em sua totalidade. Foi acordado um reajuste salarial de 6%, metade do que foi solicitado (12%). Além disso, também houve progresso na discussão quanto à permanência de cobradores nos transportes.
Entre o acordo negociado, estão o reajuste salarial de 6%, o pagamento para os motoristas que acumulam função de cobrador e R$ 600 e a retirada dos cobradores de forma gradual.
A proposta feita pelos participantes da greve são o reajuste salarial de 12%, o aumento no valor da cesta básica, o pagamento para os motoristas que acumulam função de cobrador e R$ 1.200 a permanência dos cobradores.
“Não contempla tudo o que pedíamos, mas com certeza a greve acaba. Vamos formalizar com a diretoria”, declarou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira.
A greve dos rodoviários começou na madrugada da última terça-feira (15), em Manaus. No entanto, após autorização do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT 11) foi exigido que cerca de 70% da frota de ônibus circulassem na cidade em horarios de pico, caso descomprimento, ficariam sob pena de multa de R$ 60 mil.



