A morte do papa Francisco, nesta segunda-feira (21), abre precedentes para o Conclave – processo de eleição que define o novo líder da Igreja Católica. Entre os participantes, estão sete cardeais brasileiros, incluindo o arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner.
A escolha do sucessor de Francisco pode durar até 20 dias. Segundo as regras da organização religiosa, apenas cardeais com menos de 80 anos podem votar. Dos oito cardeais brasileiros, sete se enquadram nesse critério – entre eles, Dom Leonardo Steiner.
Natural de Forquilhinha, no interior de Santa Catarina, Leonardo Ulrich Steiner foi nomeado arcebispo metropolitano de Manaus em 2019. Em 2022, três anos depois, recebeu o cardeal da Amazônia, tendo sido nomeado pelo próprio papa Francisco.
Nascido em 6 de novembro de 1950, Steiner ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1972, após ser admitido no Noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Ele foi ordenado padre por Dom Paulo Evarista Arns em 1978 e chegou a cursar pedagogia, então se tornou mestre de noviços.
Em 1995, mudou-se para Roma, onde concluiu o mestrado e doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum. Foi secretário-geral da mesma universidade entre 1999 e 2003.
De volta ao Brasil, foi nomeado vigário da Paróquia Bom Jesus, em Curitiba, e passou a lecionar na Faculdade Boaventura. Em 2005, tornou-se bispo da prelazia de São Félix, no Mato Grosso, e, em 2011, foi nomeado bispo auxiliar de Brasília, trabalhando também no cargo de secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre 2011 e 2019.
O cardeal informou que deve receber, nos próximos dias, uma comunicação oficial sobre o funeral de Francisco e o início do Conclave, que definirá o novo pontífice.
Nesta terça-feira (22), Dom Leonardo Steiner vai presidir uma missa em homenagem ao papa Francisco na Catedral Metropolitana de Manaus, a partir das 18h.




