O Ceará registrou cerca de 506 casos de febre oropouche somente em 2025, quase o dobro de pessoas em comparação com todo o ano passado, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Em 2024, houveram 255 casos ao longo de todo o ano.
Com um aumento de 98% dos casos, três gestantes estão entre os infectados. A doença é transmitida, em especial, pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido como mosquito-pólvora ou maruim. A concentração do mosquito se apresenta em maior circulação no Maciço de Baturité.
A cidade de Baturité teve registro de cerca de 403 dos casos, representando 80% dos infectados de todo o Ceará. Os outros casos estão divididos entre Aratuba, com 91 casos, Capistrano, com 7, Mulungu com 3, e Guaramiranga, com apenas 2, registrados entre os dias 20 e 26 do mês de abril.
Durante a semana epidemiológica da doença, entre 30 de março e 5 de abril, foram registrados casos em Fortaleza, Maracanaú e Quixadá. No entanto, a Sesa, posteriormente, classificou as ocorrências como “importadas”, já que os pacientes viajaram para os municípios de Baturité e Capistrano, onde os números de infectados são maiores.




