A China e os Estados Unidos chegaram a um acordo sobre o “tarifaço”, concordando em reduzir durante 90 dias as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países. Com o acordo, as tarifas dos EUA sobre os produtos chineses cairão de 145% para 30%. Enquanto que as taxas da China sobre importações americanas serão reduzidas de 125% para 10%.
Um encontro entre representantes das duas potências neste fim de semana na Suíça selou o acordo, que superou as expectativas, nesta segunda-feira (12).
“Ambos os países representaram muito bem seus interesses nacionais”, declarou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. “Temos um interesse comum em um comércio equilibrado, e os EUA continuarão caminhando nessa direção.”
O tesoureiro falou ao lado do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, após as negociações do fim de semana na Suíça, em que ambos os lados destacaram avanços para reduzir as divergências.
“O consenso das delegações neste fim de semana é de que nenhum dos lados deseja um desacoplamento”, afirmou Bessent. “E o que havia ocorrido com essas tarifas altíssimas era o equivalente a um embargo e nenhum dos lados quer isso. Queremos o comércio”.
Guerra tarifária
A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se acentuou no início de abril último, após o anúncio das tarifas prometidas por Trump. A China recebeu uma das maiores taxas, de 34%, que se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.
O governo chinês não recuou e impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas. Trump, então, deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais – o que levaria as tarifas ao total de 104%.
A China respondeu dizendo que estava preparada para “revidar até o fim”. Cumprindo a promessa, o governo dos EUA confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.
Na manhã de 9 de abril, veio a resposta chinesa: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos Estados Unidos.
No mesmo dia, Trump anunciou uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, com exceção da China. O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.
Em 10 de abril, a Casa Branca esclareceu que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já em vigor, resultando numa alíquota total de 145% sobre a China.
Em resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.




