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Brasil registra a maior queda no número de nascimentos desde 1976, segundo IBGE

Por Driccia Hellen
Atualizado há 7 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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A faixa etária das mães aumentou no ano de 2023. Foto: Marcello Casal/ Agência Brasil

O Brasil registrou o menor número de nascimentos desde 1976, de acordo com pesquisa Estatísticas do Registro Civil realizada em 2023 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira (13). Foram apenas 2,52 milhões de nascidos no ano, cerca de 7% a menos do que em 2022.

Este é o quinto recuo seguido de uma série iniciada em 1974, com uma quantidade de 12% menor que média de 2015 a 2019 (2,87 milhões), anos anteriores à pandemia de Covid-19.

NASCIMENTOS ANO A ANO
20182,9 milhões
20192,81 milhões
20202,68 milhões
20212,64 milhões
20222,54 milhões
20232,52 milhões

Segundo a gerente da Pesquisa de Registro Civil, Klivia Brayner de Oliveira, existem múltiplos fatores que influenciam nesta queda, como, a disseminação de métodos contraceptivos, principalmente para as pessoas baixa renda, o alto custo de criação de uma criança e a mudança de prioridades das mulheres.

“As mulheres adiando a vontade de querer ter filhos, dando prioridade para estudos […] Conforme a idade vai passando, você vai adiando essa decisão de ter filhos, e a chance de ter mais filhos também é menor”, declara a analista do IBGE.

A faixa etária das mães aumentou no ano de 2023, cerca de 39% das mulheres que deram à luz tinham mais de 30 anos, já em 2003 a porcentagem era de apenas 23,9%. Em contrapartida, o número de mães adolescentes diminuiu para 11,8%, em 2003 eram 20,9% das mulheres. 

Na região norte do país cerca de 18,7% dos nascidos são oriundos de mães adolescentes (até 19 anos). O estado do Acre tem a maior concentração desses números, com 21,4%, seguido pelo Amazonas, com 20,5%.

Já o Distrito Federal lidera a lista de estados com maiores concentrações de mães com mais de 30 anos, com um total de 49,4%, logo após aparece o Rio Grande do Sul e São Paulo, ambas com 44,3%.

Conforme Klivia, essa diferença tem a ver com questões culturais e de saúde. “Mulheres menos favorecidas economicamente, com mais dificuldade, tendem a ter mais filhos”.

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