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Governo do Ceará investiga suspeita de gripe aviária no interior do Estado; Adagri monitora o caso

Por José Gabriel Herculino
Atualizado há 11 meses
Tempo de leitura: 6 mins
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A ocorrência é na cidade de Salitre, no Cariri cearense, em um quintal com criação de subsistência, e não em uma granja comercial. Foto: Agência Brasil

O Brasil tem três estados ー Ceará, Minas Gerais e Tocantins ー sendo investigados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, cujas doenças-alvo são Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

No Ceará, a suspeita é monitorada pela Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri) e ainda não há resultados laboratoriais conclusivos. A ocorrência é na cidade de Salitre, no Cariri cearense, em um quintal com criação de subsistência, e não em uma granja comercial.

Na última semana, o Brasil confirmou o primeiro caso de gripe aviária em granja. A ocorrência no Ceará agora consta no painel de investigações de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves do Ministério da Agricultura, com dados atualizados até às 19h deste domingo (18). O local foi interditado, de acordo com a Adagri.

Questionada nesta segunda-feira (19) pela Urbnews, a Adagri informou, em nota, que o caso está sendo investigado desde o dia 6 deste mês e que “foi comunicada e prontamente enviou uma equipe de auditores fiscais ao local para realizar o atendimento”.

No incidente, a Adagri foi notificada sobre a mortalidade de aves de uma criação de fundo de quintal e “logo em seguida uma equipe de auditores fiscais foi até o local e realizou o atendimento”.

Como iniciativas preliminares, afirmou o órgão estadual, “foram realizadas a avaliação clínica dos animais, a coleta e o envio de amostras para análise laboratorial”. O material, explica, foi encaminhado ao laboratório oficial do Ministério da Agricultura, em São Paulo.

No laboratório, serão realizados exames para identificação do vírus da influenza aviária, assim como da Doença de Newcastle, já que outras enfermidades podem ser confundidas com a influenza aviária. 

Resultado do exame

Segundo a Adagri, o resultado laboratorial deve “sair em breve”. O órgão ressalta que, desde que o Ministério decretou emergência nacional para influenza aviária, a Adagri já realizou 22 atendimentos a notificações de suspeitas similares. Do total, 13 foram considerados fundamentados, levando à coleta e envio de amostras para análise.

A agência ainda ressaltou que “todas as suspeitas atendidas pela Adagri até o momento ocorreram em aves silvestres (incluindo migratórias) e em criações de subsistência”. Além disso, “nenhum desses atendimentos anteriores teve resultado positivo para influenza aviária”, o que significa que o Ceará continua “sem casos confirmados da doença”.

A Adagri salientou que há apenas uma suspeita e, caso seja confirmada, por se tratar de uma criação de subsistência, será realizada a “contenção do foco com aplicação de medidas sanitárias”. Para as granjas comerciais, o protocolo é reforçar ainda mais as medidas de biosseguridade para evitar a entrada da doença.

Brasil registra caso de gripe aviária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, na última sexta-feira (16), o primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Brasil. O foco foi identificado em um estabelecimento produtor de matrizes de aves no município de Montenegro, no estado do Rio Grande do Sul.

Trata-se da primeira ocorrência da doença em uma unidade de avicultura comercial no país. Até então, os registros de IAAP no Brasil se limitavam a aves silvestres e de subsistência. A confirmação marca um novo desafio para o setor avícola nacional, que há quase duas décadas vinha conseguindo evitar a entrada do vírus em granjas comerciais, mesmo com a circulação global da doença em países da Ásia, África e Europa.

Apesar da preocupação com o impacto no setor, o Mapa fez questão de tranquilizar a população: não há risco de transmissão da gripe aviária pelo consumo de carne de frango ou ovos, desde que os produtos sejam inspecionados e devidamente preparados. A pasta também afirmou que o risco de infecção humana permanece baixo, restrito principalmente a profissionais com contato direto com as aves contaminadas.

Nota na integra

O Ceará continue livre da Influenza Aviária. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) tem intensificado as ações de vigilância em granjas comerciais e criações de aves de subsistência. As criações são fiscalizadas e amostras de sangue, swab de traqueia e cloaca são coletadas como parte da vigilância ativa para identificar possíveis infecções pelo vírus da Influenza Aviária e pela Doença de Newcastle (pseudo peste aviária).

A agência já realizou 22 atendimentos, dos quais 13 foram considerados fundamentados, em aves silvestres e de criações de subsistência. Não houve notificação em granjas comerciais. Foram realizadas necropsias e coletas de material, que foram encaminhadas ao laboratório oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), e todas as amostras foram negativas. Dentre os atendimentos, foi realizada coleta em uma criação de fundo de quintal no município de Salitre. A Adagri aguarda o resultado laboratorial.

Neste momento, é importante que os criadores, tanto tecnificados quanto não tecnificados, adotem medidas rigorosas para evitar a entrada da doença em suas propriedades. Algumas dessas medidas incluem: adquirir aves somente de locais registrados na Adagri, evitar a aquisição de aves em feiras livres sem registro na Agência, garantir que o transporte de animais seja acompanhado da Guia de Trânsito Animal (GTA) e adotar práticas rigorosas de biosseguridade nas granjas.

A Adagri informa, ainda, que a Influenza Aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango ou ovos. O risco de transmissão para seres humanos é considerado baixo e restrito até mesmos para pessoas que têm contato direto e intenso com aves doentes.

Após o registrou do primeiro foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Montenegro, em uma granja de reprodução (matrizeira), no último dia 15, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio da publicação da Portaria nº 795/2025, declarou o município em estado de emergência sanitária. Desde 2023, o MAPA já havia publicado uma portaria que estabelece que o país se encontra em situação de emergência devido à doença.

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