O antigo Mausoléu Castelo Branco, no Palácio da Abolição dará espaço para a Galeria da Liberdade, o local será gerido pelo Museu da Imagem e do Som do Ceará, que já recebe a exposição inaugural “Negro é um rio que navego em sonhos”.
O lançamento da exposição aconteceu nesta quarta-feira (18) com a presença de diversas autoridades da gestão estadual, deputados e artistas. O governador Elmano de Freitas (PT) explicou que essa é uma reparação histórica, e espera que o ato seja visto como uma união do povo cearense.
“Estamos fazendo um reparo histórico por meio desse espaço. O espaço que representa o poder político do Ceará precisa ser um local de união para o povo cearense. Temos que dizer com muita clareza: ditadura nunca mais. E precisamos ter um espaço para falar bem da democracia, do amor ao próximo, do povo negro, dos povos indígenas”, destacou Elmano.
O prédio, criado em 1972, faz parte do conjunto arquitetônico do Palácio da Abolição, projetado pelo arquiteto Sérgio Bernardes. A área total da edificação é de cerca de 300 metros quadrados, possuindo duas galerias laterais que totalizam 220 metros quadrados e uma área fechada de 58 metros quadrados.
A exposição “Negro é um rio que navego em sonhos” tem a curadoria de Ana Aline Furtado e conta com obras de Alexia Ferreira, Blecaute, Cecília Calaça, Clébson Francisco, Darwin Marinho, Roberto Silva, kulumyn-açu, Luli Pinheiro, Suellem Cosme, Trojany e Wellington Gadelha. As obras serão distribuídas por todo espaço da Galeria da Liberdade, inclusive a céu aberto.
Em cada lado da Galeria, estão adinkras (símbolos ideográficos, parte da cultura do povo Akran, na África Ocidental), além de imagens de mulheres negras referência para o movimento negro no Ceará. Inicialmente, o horário de funcionamento será quarta e quinta-feira, das 10h às 18h, e sexta e sábado, das 13h às 20h.




