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Brasil

Camilo Santana rejeita cortes na educação e defende ampliar gastos com a área

Durante entrevista, Camilo cobrou o Congresso, sobretudo em relação ao volume de emendas parlamentares
Por José Gabriel Herculino
Atualizado há 12 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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Durante entrevista, Camilo cobrou o Congresso, sobretudo em relação ao volume de emendas parlamentares. Foto: Reprodução/YouTube

Em contrapartida às pressões sobre o governo Lula (PT) para cortar gastos, o ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu ampliar os investimentos com a pasta, inclusive para universalizar o programa de bolsas do ensino médio, o Pé-de-Meia. A declaração foi dada durante entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. 

Camilo afirmou ser “terminantemente contra” qualquer corte na área, apesar de reconhecer a relevância do equilíbrio fiscal.

“O Brasil é um país muito desigual e a concentração de renda é muito grande. Então, quem tem mais precisa pagar mais. A grande justiça tributária precisa ser feita”, completou.

Nos últimos debates sobre medidas fiscais, levantou-se a possibilidade de diminuir a parcela da União no Fundeb (mecanismo de custeio da educação básica) e o fim do piso constitucional de investimento na educação e saúde. Até o momento, isso não avançou, o que foi celebrado pelo ministro.

“A gente tem de investir forte na juventude e não ficar sempre nesse passo lento em relação a outros países que conseguiram dar um salto de forma mais rápida”, disse.

Durante a entrevista, Camilo cobrou o Congresso, sobretudo em relação ao volume de emendas parlamentares. “As emendas poderiam fazer parte de uma estratégia da política do governo”, disse. “Quem foi eleito para governar o país foi o presidente.”

O político defendeu que parte das emendas vá para a educação, inclusive para universalizar o Pé-de-Meia. O programa custa R$ 12 bilhões por ano ao contemplar só quem está no Cadastro Único, atendendo 4 milhões de alunos. As redes públicas, contudo, somam 6,7 milhões de estudantes na etapa. 

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