O novo mascote oficial da COP30 será o Curupira. A informação foi confirmada pelo governo federal, em carta enviada à comunidade internacional pelo embaixador e presidente da conferência, André Corrêa do Lago, que também reforçou a importância dos símbolos e cultura amazônica nos debates da conferência.
Conhecido como o “guardião das florestas e dos animais”, o Curupira é uma figura relevante do folclore brasileiro, com grande identificação com a floresta amazônica e sua população.
A escolha do Curupira como parte da identidade visual da COP30 é também um atrativo para as novas gerações entenderem a importância da preservação ambiental. Na lenda, o Curupira protege a mata contra invasores, tem características marcantes como cabelos de fogo, pés para trás e um assovio que consegue amedrontar qualquer um que se aproxime.
A origem do mito sobre o Curupira remonta aos povos indígenas que habitavam a região Norte do Brasil. A primeira referência ao Curupira na história brasileira foi feita pelo padre José de Anchieta, em 1560, em uma carta feita em São Vicente, no litoral da cidade de São Paulo. O jesuíta veio ao Brasil introduzir o catolicismo na cultura indígena e, para isso, escrevia poesias e peças de teatro.
Em um desses textos, ele descreveu que os indígenas temiam muito essa figura folclórica e faziam oferendas para não serem atacados. O nome do personagem vem da língua indígena tupi-guarani, em que “curumim” significa menino e “pira” corpo. O governo irá usar o mascote em divulgações internacionais do evento e em materiais institucionais da COP, que se inicia no próximo mês de novembro em Belém, no Pará.




